Citações.


“Que enigma é, para a maioria das pessoas, ouvir que devem gastar as forças do corpo em oração, na escuta da Palavra ou na santificação do Sábado! Elas pensam que o Sábado é apenas um tempo de descanso. De fato, é um tempo de repouso do trabalho exterior, mas também é um tempo de empenho espiritual. Aqueles que adoram a Deus de maneira apropriada no Dia do Senhor perceberão que isso exige muito esforço. E bendita é a força que se consome na adoração a Deus, em vez de ser desperdiçada nos caminhos do pecado, como a maioria faz. Se Deus te concede um coração disposto a gastar tuas forças em Sua adoração, podes refletir assim: ‘Senhor, Tu poderias ter me deixado gastar minhas forças no pecado; quão melhor é empregá-las na adoração do Teu Nome’”.

– Jeremiah Burroughs, Gospel Worship.


“O deleite em Deus é uma disposição evangélica; portanto, quanto mais alegre, mais espiritual: ‘O Sábado deve ser um deleite’; não apenas por causa do dia em si, mas também por causa dos deveres que ele exige (Isaías 54.13); por causa da obra maravilhosa que Deus realizou nele, ressuscitando nosso bendito Redentor nesse dia, lançando assim o fundamento para que nossas pessoas e serviços se tornem aceitáveis diante de Deus (Salmo 118.24): ‘Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele’. Um espírito abatido não condiz com um dia e um dever que trazem em si marcas tão nobres e espirituais”.

— Stephen Charnock, Discourses Upon the Existence and Attributes of God.


“A observância de dias santos não ordenados sempre se mostrou prejudicial à devida santificação do Dia do Senhor. Acrescentar às ordenanças de Deus é superstição; e a superstição tem se revelado, invariavelmente, inimiga da obediência genuína. Seus adeptos, à semelhança dos judeus de outrora, mostram-se mais apegados às próprias invenções e aos sonhos da tradição do que ao código de deveres revelado por Deus. Assim, talvez não haja fato mais universal e inquestionável do que este: os que são zelosos na observância de jejuns e festivais estabelecidos por homens, são, por característica, negligentes na observância daquele único dia que Deus expressamente separou para si, e do qual depende todo o vigor da religião prática”.

— Samuel Miller, “Manual of Presbytery”, p. 133.


“É justo diante de Deus privar aqueles do benefício e do consolo dos Sábados e das festas solenes, que não os valorizaram devidamente, nem os observaram conscientemente, mas os profanaram, o que foi um dos pecados frequentemente imputados aos judeus. Aqueles que viram os dias do Filho do Homem e os desprezaram, podem desejar ver um desses dias e não ser permitidos, conforme Lucas 17:22”.

— Matthew Henry, Commentary (Lamentations 2).


“Deus deseja que, no dia de descanso do Sábado, nos afastemos de todos os outros trabalhos, para que possamos estar livres para conversar com Ele. Portanto, é ainda mais inaceitável se não tivermos outra ocupação, e mesmo assim negarmos a Ele o que Ele exige de nós. Se um amigo fosse até sua casa para conversar com você, sabendo que você não tem compromissos que o ocupem, mas você mal o vê ou passa um pouco de tempo com ele, ele não ficaria ofendido? Se, de fato, você tivesse uma desculpa, como um trabalho extraordinário, e, embora o tempo fosse escasso, você ainda passasse algum tempo com ele, isso não seria tão mal interpretado; mas quando ele sabe que você não tem nada a fazer, e mesmo assim nega tempo para conversar com ele, isso não seria visto como um desprezo? Assim é o que você faz com Deus; Se de fato tivesse grandes ocupações e afazeres naquele dia, ainda que não se dedicasse a Deus em deveres santos, isso seria outra questão. Deus poderia aceitar misericórdia em vez de sacrifício. Mas, quando Ele designa um dia para seu descanso, no qual você não tem nada a fazer além de conversar com Ele, e você nega isso, isso é um desprezo pela Majestade de Deus”.

— Jeremiah Burroughs, An Exposition of the Prophecy of Hosea.


“A observância conscienciosa do Sábado é a mãe de toda a Religião e da boa disciplina na Igreja. Se tirarmos o Sábado, e cada um servir a Deus quando lhe agradar, o que acontecerá em breve com a religião e com a paz e ordem que Deus deseja que sejam mantidas em sua Igreja? O dia de Sábado é o dia de mercado de Deus, o dia destinado ao sustento da semana, no qual Ele deseja que venhamos a Ele e compremos, sem prata nem dinheiro, o pão dos anjos, a água da vida, o vinho do Sacramento, e o leite da Palavra para alimentar nossas almas; ouro refinado, para enriquecer nossa fé; precioso colírio para curar nossa cegueira espiritual; e o vestuário branco da justiça de Cristo, para cobrir nossa imunda nudez. Não está distante da verdadeira piedade aquele que faz questão de guardar o dia de Sábado, mas aquele que pode se dispensar de sua consciência para profaná-lo, em busca de lucro ou prazer pessoal, ainda não compreendeu o que significam a Lei de Deus ou a verdadeira Religião. Pois, sobre este Mandamento, pode-se verificar a fala de São Tiago: ‘Quem falha em um ponto, é culpado de todos’”.

— Lewis Bayly, The Practice of Piety, pp. 229, 230.


“É um grande sofrimento para todos os que amam a Deus ouvir suas ordenanças serem ridicularizadas, especialmente os seus sábados. Sião os chama de seus Sábados, pois o Sábado foi feito para o homem; são instituições de Deus, mas são privilégios do Seu povo. E o desprezo lançado sobre os Sábados é tomado como ofensa pessoal por todos os filhos de Sião, que o sentem profundamente no coração. Contudo, eles não passarão a considerar os Sábados, ou qualquer outra ordenança divina, como menos honrosos, nem os valorizarão menos, por serem motivo de escárnio”.

— Matthew Henry, Commentary (Lamentations 1).


“Para a família que guardava aliança com Deus, o Sabbath [Dia do Senhor] chegava com uma beleza e inspiração peculiares. Na noite de sábado, uma preparação especial era feita para a chegada do Dia do Senhor [Domingo]; até mesmo a turfa era empilhada ao lado do fogo, as batatas eram lavadas e colocadas na panela, e a água era trazida da nascente; as “obras de necessidade e misericórdia” eram reduzidas ao mínimo. Um silêncio solene caía sobre os campos, e uma luz celestial resplandecia sobre a casa, à medida que o sol ascendia ao céu. O ruído do trabalho cessava, e a voz humana era contida. O canto de um borrelho, o balido de um cordeiro ou o mugido de uma vaca podiam ser ouvidos, tornando o silêncio ainda mais impressionante. A manhã chegava derramando bênçãos sobre o povo, como Cristo Jesus no Monte das Bem-Aventuranças, enchendo cada coração aberto com doçura, santidade e inspiração. A manhã abençoada vinha para conduzir o pai e a mãe, com seus filhos e filhas, ao monte da Casa de Deus, para estarem na presença do Senhor da glória e absorverem o brilho que resplandeceria em seus rostos por muitos dias. O Sábado era o grande dia da semana no lar do pactuante”.

— James Calvin McFeeters, Sketches of the Covenanters (1913), p. 211.


“Nos tempos antigos, se alguém perguntasse a um cristão: ‘Você tem guardado de maneira santa o Dia do Senhor?’, ele responderia sem hesitar: ‘Sou cristão e não poderia fazer diferente’”.

— Matthew Henry sobre Isaías 56.


“É uma observação verdadeira, feita por alguns, que o fluxo de toda religião corre profunda ou superficialmente, conforme os limites do sábado são mantidos ou negligenciados. A profanação do sábado é um pecado pelo qual Deus frequentemente contende com um povo. A impiedade da humanidade e sua rebelião contra Deus manifestam-se no desprezo tão amplamente demonstrado ao Seu mandamento de santificar o sábado… O grau de rigor com que esta ordenança é observada, ou o descaso com que é tratada, serve como um bom teste para determinar o nível da espiritualidade religiosa em qualquer nação. E como esta questão está ligada à paz e à prosperidade nacional de toda terra, assim como estava para Judá, temos necessidade de cuidar de nós mesmos. Que todos os que possuem autoridade e influência a utilizem e, por meio de seu próprio exemplo e da atenção às suas famílias, se esforcem para conter o avanço desse mal, para que a verdadeira religião seja revivida, a reforma promovida, a prosperidade nacional preservada e, acima de tudo, almas sejam salvas”.

— Matthew Henry sobre Jeremias 17.19-27.


“A santificação do Sábado é de importância essencial para a Igreja; e, de fato, de grande utilidade para a sociedade civil. Ela se encontra no centro, ou muito próxima dele, da lei, e projeta a mais benigna influência sobre todos os nossos deveres para com Deus, ao mesmo tempo em que é a melhor preparação para o fiel cumprimento de todos os deveres que devemos aos homens. Governantes sábios, portanto, que desejam antes prevenir os crimes do que puni-los, cuidarão com grande diligência, tanto por meio de instrução quanto de exemplo, de promover a santificação do Sábado”.

— Robert Annan, ministro fundador da ARP, em seu comentário sobre a CFW.


“A leitura da Sagrada Escritura e de outros bons livros, a instrução catequética, o canto de salmos, a oração, o louvor e conversas edificantes são os exercícios que, quando encontram um coração piedosa e devotamente inclinado a Deus, nos proporcionam uma agradável variedade de boas obras para preencher as horas do Dia do Senhor que não são dedicadas ao culto público ou às obras de necessidade e de misericórdia. E isso redundará em tão grande proveito para nós que nada lamentaremos tanto quanto o rápido chegar da noite do Sábado e de suas sombras”.

— Matthew Henry, Um Sério Apelo aos que Profanam o Dia do Senhor.


“Um Sábado bem aproveitado nós sentimos ser um dia de céu na terra. Por essa razão, desejamos que nossos Sábados sejam inteiramente dedicados a Deus. Amamos empregar todo o tempo nos exercícios públicos e privados do culto a Deus, exceto aquilo que é requerido pelas obras de necessidade e de misericórdia. Amamos levantar-nos cedo naquela manhã e permanecer despertos até tarde, para que possamos ter um longo dia com Deus”.

— Robert M. M’Cheyne, “Eu Amo o Dia do Senhor”, em Andrew A. Bonar (ed.), Memórias e Remanescentes do Rev. Robert Murray M’Cheyne (1844–1845), pp. 549–550


“Os Sábados e as assembleias solenes são sempre muito preciosos para aqueles a quem Cristo é precioso. É bom estar na casa do Senhor em seu dia”.

— Matthew Henry, sobre Atos 17


“O Dia do Senhor ele considerava uma ordenança divina, e o descanso nele necessário, na medida em que conduzisse à santidade. Era muito consciencioso na observância desse dia como o dia de feira da alma. Cuidava de lembrá-lo, de pôr a casa e o coração em ordem para ele; e, quando chegava, empenhava-se diligentemente em aproveitá-lo. Resgatava a manhã do sono supérfluo e vigiava, ao longo de todo o dia, sobre seus pensamentos e palavras, não apenas para contê-los da impiedade, mas também da mundanidade. Todas as partes do dia lhe eram como santas, e seu cuidado nele se mantinha numa variedade de deveres sagrados: o que ouvia em público, repetia em particular, para aguçá-lo em si mesmo e em sua família. As recreações lícitas considerava impróprias para esse dia, e as ilícitas ainda mais abomináveis; contudo, reconhecia a liberdade que Deus lhe concedia para o necessário refrigério, o qual nem recusava nem abusava”.

— John Geree, O Caráter de um Antigo Puritano Inglês, ou Não Conformista (1646).


“É de lamentar que o título pagão ‘Sunday’ [domingo em inglês] tenha criado raízes tão profundas na nomenclatura da sociedade cristã. Os primeiros cristãos raramente o utilizavam, a não ser quando se dirigiam aos pagãos. E, embora fosse ir a um extremo de escrúpulo alegar objeção de consciência ao uso desse título por ser de origem pagã – o que igualmente se aplicaria a todos os outros dias da semana –, ainda assim parece haver razão sólida para escolher um nome bíblico para esse dia, que é tão importante para manter viva a religião em nosso mundo e que ocupa um lugar tão destacado na linguagem da Igreja de Deus.

Entre todos os nomes que correspondem a essa descrição, o título de ‘Sábado’, ou ‘Sábado cristão’, é, em minha opinião – depois de ‘Dia do Senhor’ –, de forma decisiva, o mais apropriado”.

— Samuel Miller, Ensaio Introdutório a John H. Agnew, Manual sobre o Sábado Cristão (1834).


“O dia do Sábado é o dia de feira de Deus para o suprimento da semana, no qual Ele quer que venhamos a Ele e compremos dEle, sem prata nem dinheiro, o Pão dos Anjos e a Água da Vida, o Vinho dos Sacramentos e o Leite da Palavra para alimentar nossas almas; ouro provado para enriquecer a nossa fé; colírio precioso para curar nossa cegueira espiritual; e as vestes brancas da justiça de Cristo para cobrir a nossa imunda nudez”.

— Lewis Bayly, A Prática da Piedade (1611, 1630), p. 403.


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