1. Os sacramentos são santos sinais e selos do pacto da graça [1], diretamente instituídos por Deus [2]para representar a Cristo e a Seus benefícios, e para confirmar nosso interesse nEle [3], bem como para estabelecer uma diferença visível entre aqueles que pertencem à Igreja e o restante do mundo [4], e solenemente comprometê-los com o serviço de Deus em Cristo, de acordo com Sua Palavra [5].
- [1] Romanos 4:11; Gênesis 17:7,10.
- [2] Mateus 28:19; 1 Coríntios 11:23.
- [3] 1 Coríntios 10:16; 1 Coríntios 11:25-26; Gálatas 3:17.
- [4] Romanos 15:8; Êxodo 12:48; Gênesis 34:14.
- [5] Romanos 6:3-4; 1 Coríntios 10:16, 21.
2. Em cada sacramento há uma relação espiritual, ou união sacramental, entre o sinal e a coisa significada; por isso os nomes e efeitos de um são atribuídos ao outro [1].
- [1] Gênesis 17:10; Mateus 26:27-28; Tito 3:5.
3. A graça que é comunicada nos sacramentos, ou por meio deles, devidamente usados, não é conferida por qualquer poder inerente a eles; nem a eficácia de um sacramento depende da piedade ou intenção daquele que o administra [1], mas da operação do Espírito [2] e da palavra da instituição, a qual contém, juntamente com o preceito que autoriza seu uso, uma promessa de benefício àqueles que dignamente o recebem [3].
- [1] Romanos 2:28-29; l Pedro 3:21.
- [2] Mateus 3:11; 1 Coríntios 12:13.
- [3] Mateus 26:27-28; Mateus 28:19- 20.
4. Há só dois sacramentos ordenados por Cristo, nosso Senhor, no evangelho, isto é: o Batismo e a Ceia do Senhor; nenhum dos quais pode ser ministrado por qualquer pessoa, senão por um ministro da Palavra, legalmente ordenado [1].
- [1] Mateus 28:19; 1 Coríntios 11:20,23; 1 Coríntios 4:1; Hebreus 5:4.
5. Os sacramentos do Velho Testamento, quanto às coisas espirituais por eles significadas e representadas, eram, em substância, os mesmos do Novo Testamento [1].
- [1] 1 Coríntios 10:1-4.
