1. Aqueles a quem Deus eficazmente chama, também livremente justifica [1]; não infundindo neles a justiça, mas perdoando os seus pecados, considerando e aceitando suas pessoas como justas não por qualquer coisa neles operada ou por eles feita, mas unicamente por causa de Cristo; não imputando a eles como justiça sua própria fé, o ato de crer, ou qualquer outra obediência evangélica; mas imputando-lhes a obediência e satisfação de Cristo [2], quando eles O recebem e descansam Nele e em Sua justiça pela fé, que eles têm não de si mesmos, mas que é um dom de Deus [3].
Provas bíblicas:
- [1] Romanos 8:30; Romanos 3:24; [2] Romanos 4:5-8; 2 Coríntios 5:19,21; Romanos 3:22,24-25,27-28; Tito 3:5,7; Efésios 1:7; Jeremias 23:6; 1 Coríntios 1:30-31; Romanos 5:17-19; [3] Atos 10:43; Gálatas 2:16; Filipenses 3:9; Atos 13:38-39; Efésios 2:7-8.
2. A fé, assim recebendo e descansando em Cristo e Sua justiça, é o único instrumento da justificação [1]; ela, contudo, não está sozinha na pessoa justificada, mas está sempre acompanhada de todas as outras graças salvíficas; não é uma fé morta, mas uma fé que age pelo amor [2].
Provas bíblicas:
- [1] João 1:12; Romanos 3:28; Romanos 5:1; [2] Tiago 2:17,22,26; Gálatas 5:6.
3. Cristo, por sua obediência e morte, pagou plenamente a dívida de todos os que são assim justificados, e em favor deles fez uma própria, real e plena satisfação da justiça de Seu Pai [1]. Contudo, como Cristo foi-lhes dado pelo Pai [2], e Sua obediência e satisfação foram aceitas em lugar deles [3], e ambas gratuitamente e não por algo neles existente, a justificação deles é somente da livre graça [4], a fim de que tanto a perfeita justiça como a abundante graça de Deus fossem glorificadas na justificação dos pecadores [5].
Provas bíblicas:
- [1] Romanos 5:8-10,19; 1 Timóteo 2:5-6; Hebreus 10:10,14; Daniel 9:24,26; Isaías 53:4-6,10-12; [2] Romanos 8:32; [3] Mateus 3:17; 2 Coríntios 5:21; Efésios 5:2; [4] Romanos 3:24; Efésios 1:17; [5] Romanos 3:26; Efésios 2:7.
4. Deus, desde toda a eternidade, decretou justificar todos os eleitos [1]; e Cristo, na plenitude dos tempos, morreu pelos pecados deles e ressuscitou para a justificação deles [2]. No entanto, eles não são justificados até que o Espírito Santo, no devido tempo, lhes aplique de fato os méritos de Cristo [3].
Provas bíblicas:
- [1] Gálatas 3:8; 1 Pedro 1:2,19-20; Romanos 8:30; [2] Gálatas 4:4; 1 Timóteo 2:6; Romanos 4:25; [3] Colossenses 1:21- 22; Gálatas 2:16; Tito 3:3-7.
5. Deus continua a perdoar os pecados dos que são justificados [1]; e embora eles nunca poderão cair do estado de justificação [2], poderão, contudo, como resultado de seus pecados, incorrer no paternal desagrado de Deus e ficarem privados da luz de Seu rosto, até que se humilhem, confessem seus pecados, implorem o perdão e renovem sua fé e seu arrependimento [3].
Provas bíblicas:
- [1] Mateus 6:12; 1 João 1:7,9; 1 João 2:1-2; [2] Lucas 22:32; João 10:28; Hebreus 10:14; [3] Salmo 89:31-33; Salmo 51:7-12; Salmo 32:5; Mateus 26:75; 1 Coríntios 11:30,32; Lucas 1:20.
6. A justificação dos crentes sob o Velho Testamento era, em todos estes aspectos, uma e a mesma justificação dos crentes sob o Novo Testamento [1].
Provas bíblicas:
- [1] Gálatas 3:9, 13-14; Romanos 4:22-24; Hebreus 13:8.
“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1:9).
