1. Aqueles a quem Deus eficazmente chama, também livremente justifica (Rm 8:30; Rm 3:24); não infundindo neles a justiça, mas perdoando os seus pecados, considerando e aceitando suas pessoas como justas não por qualquer coisa neles operada ou por eles feita, mas unicamente por causa de Cristo; não imputando a eles como justiça sua própria fé, o ato de crer, ou qualquer outra obediência evangélica; mas imputando-lhes a obediência e satisfação de Cristo (Rm 4:5-8; 2Co 5:19,21; Rm 3:22,24-25,27-28; Tt 3:5,7; Ef 1:7; Jr 23:6; 1Co 1:30-31; Rm 5:17-19), quando eles O recebem e descansam Nele e em Sua justiça pela fé, que eles têm não de si mesmos, mas que é um dom de Deus (At 10:43; Gl 2:16; Fp 3:9; At 13:38-39; Ef 2:7-8).
2. A fé, assim recebendo e descansando em Cristo e Sua justiça, é o único instrumento da justificação (Jo 1:12; Rm 3:28; Rm 5:1); ela, contudo, não está sozinha na pessoa justificada, mas está sempre acompanhada de todas as outras graças salvíficas; não é uma fé morta, mas uma fé que age pelo amor (Tg 2:17,22,26; Gl 5:6).
3. Cristo, por sua obediência e morte, pagou plenamente a dívida de todos os que são assim justificados, e em favor deles fez uma própria, real e plena satisfação da justiça de Seu Pai (Rm 5:8-10,19; 1Tm 2:5-6; Hb 10:10,14; Dn 9:24,26; Is 53:4-6,10-12). Contudo, como Cristo foi-lhes dado pelo Pai (Rm 8:32), e Sua obediência e satisfação foram aceitas em lugar deles (2Co 5:21; Mt 3:17; Ef 5:2), e ambas gratuitamente e não por algo neles existente, a justificação deles é somente da livre graça (Rm 3:24; Ef 1:17), a fim de que tanto a perfeita justiça como a abundante graça de Deus fossem glorificadas na justificação dos pecadores (Rm 3:26; Ef 2:7).
4. Deus, desde toda a eternidade, decretou justificar todos os eleitos (Gl 3:8; 1Pe 1:2,19-20; Rm 8:30); e Cristo, na plenitude dos tempos, morreu pelos pecados deles e ressuscitou para a justificação deles (Gl 4:4; 1Tm 2:6; Rm 4:25). No entanto, eles não são justificados até que o Espírito Santo, no devido tempo, lhes aplique de fato os méritos de Cristo (Cl 1:21- 22; Gl 2:16; Tt 3:3-7).
5. Deus continua a perdoar os pecados dos que são justificados (Mt 6:12; 1Jo 1:7,9; 1Jo 2:1-2); e embora eles nunca poderão cair do estado de justificação (Lc 22:32; Jo 10:28; Hb 10:14), poderão, contudo, como resultado de seus pecados, incorrer no paternal desagrado de Deus e ficarem privados da luz de Seu rosto, até que se humilhem, confessem seus pecados, implorem o perdão e renovem sua fé e seu arrependimento (Sl 89:31-33; Sl 51:7-12; Sl 32:5; Mt 26:75; 1Co 11:30,32; Lc 1:20).
6. A justificação dos crentes sob o Velho Testamento era, em todos estes aspectos, uma e a mesma justificação dos crentes sob o Novo Testamento (Gl 3:9, 13-14; Rm 4:22-24; Hb 13:8).

