O texto a seguir apresenta, de forma direta, a doutrina histórica acerca do dever das nações de reconhecer a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo. Partindo da compreensão reformada do senhorio universal de Cristo, o argumento sustenta que sua autoridade não se limita à esfera individual ou eclesiástica, mas alcança também a ordem civil e a vida pública das nações.
Essa perspectiva, profundamente enraizada na tradição presbiteriana histórica e especialmente na tradição dos Covenanters escoceses, afirma que os governos civis devem reconhecer a autoridade de Cristo, submetendo sua legislação e administração aos princípios da Lei de Deus. Trata-se, portanto, de uma exposição do chamado Princípio do Estabelecimento, segundo o qual o magistrado civil possui o dever de honrar e promover a glória de Deus no exercício de sua autoridade.
As nações devem reconhecer Cristo
Por James R. Willson.
As nações são obrigadas, nas constituições de seus governos, a reconhecer formalmente a autoridade do Mediador como seu Rei.
O dever das nações como nações
É dever de todos os indivíduos que compõem uma nação obedecer a Cristo. Portanto, o corpo coletivo deve reconhecer expressamente Emanuel como Senhor soberano. Esse reconhecimento deve estar incorporado à lei fundamental do império. Quando cada pessoa na comunidade “está sob a lei de Cristo” (1 Coríntios 9:21), toda a nação, em sua convenção, representando a todos, está obrigada pela lei de Deus a prestar homenagem Àquele “que é Senhor de todos”. “Todas as partes são iguais… ao todo” (William Blackstone, Commentaries on the Laws of England [Londres, 1791], Livro II, p. 164). Assim como, ao agir individualmente, cada homem deve lealdade a Cristo, também, ao agir em conjunto, os homens não podem ser liberados nacionalmente de sua obrigação para com “o Rei dos reis”. “E acontecerá que toda alma que não ouvir aquele profeta será exterminada do meio do povo” (Atos 3:23). “Sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens, por amor ao Senhor” (1 Pedro 2:13). O homem, que está sujeito a Cristo, institui o governo civil pela vontade da maioria, em nome do Senhor. E esta é a razão formal da submissão voluntária, ou obediência. É por amor ao Senhor Cristo, de quem o povo deriva o direito de formar o governo, por quem as leis morais do império são promulgadas, cuja honra e glória devem ser promovidas, e por quem somente essa lealdade é devida a esta autoridade constituída entre os homens.
Fonte
WILLSON, James R. Political Danger: Essays on the Mediatorial Kingship of Christ over nations and their political institutions 1809-1838. [s.l.]: [s.n], pp. 260-261.
O autor
James R. Willson foi um proeminente pastor, professor de seminário e líder da Igreja Presbiteriana Reformada (os Covenanters) nos Estados Unidos, conhecido por seu ativismo político-religioso e abolicionismo radical.

O dever das nações está licenciado sob CC BY-NC-ND 4.0 © 2026 por Instituto Genebra de Estudos Reformados.
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