Na profecia bíblica, lemos que “toda a terra se maravilhou após a besta” (Apocalipse 13:3). Quando o apóstolo João viu a meretriz (símbolo de uma falsa igreja) sentada sobre a besta, ele humildemente registrou: “E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração” (Apocalipse 17:6). Tal linguagem descreve de maneira apropriada a reação mundial diante do novo ocupante do papado, o papa Leão XIV.
Os teólogos de Westminster, e os protestantes em geral, viam o papado como o cumprimento supremo de todas as profecias acerca do Anticristo, também chamado de homem do pecado e filho da perdição. Por exemplo, Francis Turretin escreveu que era “a opinião comum dos protestantes que o Papa é o Anticristo”. Ele acrescentou:
- “Esta é a opinião unânime e firme dos protestantes, a qual eles mesmos expressaram em diversas confissões: a Confissão Helvética, artigo 17; a Confissão Belga, artigo 36; a Confissão Escocesa; a Confissão Boêmia, artigo 3; e a Confissão Anglicana”.[1]
Os ministros protestantes daqueles dias escreveram muitos tratados completos e minuciosos sobre o Anticristo. Por exemplo, Thomas Manton (1620-1677) pregou dezoito sermões sobre o tema, reunidos no volume 3 de suas obras completas. Ele não considerava o assunto sem proveito ou desagradável, pois toda a Escritura é proveitosa (2 Timóteo 3:16), inclusive o que ensina sobre o Anticristo e o homem do pecado. Assim, Manton escreve: “… A doutrina do Anticristo é uma doutrina proveitosa e um ponto muito necessário de ser pregado e conhecido”.
Os protestantes devem lembrar solenemente o que seus antepassados ensinaram e defender essa verdade sem hesitação. Igrejas que ignoram ou rejeitam esse ensino correm o risco de serem completamente subvertidas ou destruídas pelas mãos de Roma.
Na verdade, talvez já estejam contaminadas pela teoria do estudioso jesuíta Francisco Ribera (1537-1591), que ensinava que o Anticristo surgiria no futuro. Essa ideia faz parte do método futurista de interpretação profética. Ou talvez estejam influenciadas pelo teólogo jesuíta Luís de Alcázar (1554-1613), que afirmava que o Anticristo surgiu durante o Império Romano pagão, popularizando o método preterista de interpretação profética. As igrejas protestantes de hoje devem arrepender-se dessa insensatez e retornar à doutrina bíblica resumida na Confissão de Fé de Westminster, capítulo 25, seção 6:
- “Não há outra cabeça da Igreja senão o Senhor Jesus Cristo; nem pode o Papa de Roma, em nenhum sentido, ser a cabeça dela, mas ele é aquele Anticristo, aquele homem do pecado e filho da perdição que se exalta na Igreja contra Cristo e tudo o que se chama Deus”.
Nota.
[1] 7th Disputation: “Whether it can be proven the Pope of Rome is the Antichrist” in Concerning our Necessary Secession from the Church of Rome and the Impossibility of Cooperation with Her.
Fonte.
Pope Leo XIV: The Antichrist, the Man of Sin and the Son of Perdition ©️ 2025, Free Presbyterian Church of Scotland. Tradução: Samuel Sousa Gomes. Novembro de 2025.

Papa Leão XIV: O Anticristo, o Homem do Pecado e o Filho da Perdição está licenciado sob CC BY-NC-ND 4.0, © 2026 por Instituto Genebra de Estudos Reformados.
“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9).
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