SALMO 32: A BEM-AVENTURANÇA DO PERDÃO.
Tópico central: A verdadeira felicidade está no perdão de Deus e na confissão sincera dos pecados.’
Personagens principais: Davi.
Lugares principais: Não mencionados especificamente.
Descrição:
Neste salmo penitencial e didático, Davi celebra a bem-aventurança do homem perdoado. Ele reconhece o peso do pecado não confessado e a libertação que vem ao admitir a culpa diante de Deus. A expressão “Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada” introduz o tema central: o perdão divino. Davi testemunha como o silêncio o consumia e como a confissão trouxe restauração. O salmo também orienta os fiéis a confiarem no Senhor, destacando que Ele é refúgio em tempos de angústia.
Teologia reformada:
A doutrina da depravação humana é ressaltada pela necessidade do perdão, e a graça soberana de Deus é evidenciada na iniciativa do perdão concedido. A confissão não é mérito humano, mas resposta à obra de convencimento do Espírito Santo. A bem-aventurança do perdão aponta para a justificação pela fé, antecipando a obra redentora de Cristo.
SALMO 33: O LOUVOR À SOBERANIA DE DEUS.
Tópico central: Deus é digno de louvor por sua justiça, poder criador e providência soberana.
Personagens principais: Nenhum em particular.
Lugares principais: Toda a terra.
Descrição:
Este salmo é um hino coletivo que exorta os justos a louvarem a Deus. A criação é apresentada como obra do Senhor, que falou e tudo se fez. O salmo destaca que os conselhos das nações não prevalecem sobre os propósitos eternos de Deus. O povo escolhido é declarado bem-aventurado, pois tem o Senhor como Deus. O salmo conclui com uma oração de confiança.
Teologia reformada:
A soberania de Deus sobre todas as nações e eventos históricos é evidente. Ele é o criador e sustentador de todas as coisas, e sua vontade não pode ser frustrada. A bem-aventurança do povo de Deus é resultado da eleição graciosa, e a providência divina é motivo de louvor contínuo.
SALMO 34: O SENHOR LIVRA OS QUE O TEMEM.
Tópico central: A bondade de Deus é experimentada por aqueles que confiam e o temem.
Personagens principais: Davi.
Lugares principais: Refere-se ao tempo em que Davi mudou o seu porte diante de Abimeleque.
Descrição:
Davi escreve este salmo após ter escapado da morte ao se fingir de louco diante de Abimeleque. Ele exorta os justos a bendizerem ao Senhor e proclama sua experiência pessoal de livramento. O salmo é um testemunho da fidelidade de Deus àqueles que o temem. Davi ensina o temor do Senhor como o caminho para uma vida abençoada. O Senhor está perto dos quebrantados e livra os que clamam a Ele.
Teologia reformada:
A ênfase recai sobre a graça de Deus que responde ao clamor dos humildes. O temor do Senhor não é apenas reverência, mas resposta regenerada ao caráter santo de Deus. O cuidado providencial de Deus sobre os seus santos é constante, e sua bondade é provada por aqueles que nEle esperam.
SALMO 35: DEUS DEFENDE O JUSTO PERSEGUIDO.
Tópico central: O justo clama pela justiça divina diante da perseguição dos ímpios.
Personagens principais: Davi, seus inimigos.
Lugares principais: Não mencionados.
Descrição:
Davi roga por livramento e justiça diante dos ataques injustos de seus inimigos. Ele pede que o Senhor contenda com os que contendem com ele e que os adversários sejam envergonhados. O salmo alterna entre súplica, lamento e promessas de louvor. Davi afirma que seus perseguidores não tinham motivo justo, e lamenta até a falsidade daqueles por quem já orou no passado.
Teologia reformada:
A justiça de Deus é invocada como esperança do justo, não como mérito humano. A oração do justo aflito reconhece a total dependência do julgamento divino. Deus é juiz justo que age no tempo determinado. O clamor por juízo é expressão de confiança na soberania de Deus que vindica os seus.
SALMO 36: A MALDADE DO ÍMPIO E A BONDADE DE DEUS.
Tópico central: Contraste entre a corrupção do ímpio e a fidelidade e misericórdia de Deus.
Personagens principais: O ímpio, o justo, Deus.
Lugares principais: Não mencionados.
Descrição:
Davi denuncia a arrogância e autodecepção do ímpio, cuja boca está cheia de engano e cujo coração maquina iniquidade. Em contraste, ele exalta a misericórdia, fidelidade e justiça de Deus, que são como os céus, as nuvens e os montes. O salmo termina com uma oração para que a bondade de Deus continue sobre os que o conhecem.
Teologia reformada:
O salmo mostra a depravação total do ímpio e a distinção absoluta entre o caráter humano decaído e a santidade de Deus. A graça comum sustenta a criação, mas a graça especial preserva os que pertencem ao Senhor. A confiança está na fidelidade inabalável de Deus, e não nos méritos humanos.
SALMO 37: NÃO TE INDIGNES POR CAUSA DOS MALFEITORES.
Tópico central: A prosperidade do ímpio é temporária; a herança eterna pertence aos justos.
Personagens principais: Os justos, os ímpios, Deus.
Lugares principais: A terra.
Descrição:
Este salmo de sabedoria ensina que o crente não deve se perturbar com a aparente prosperidade dos ímpios. O justo deve confiar no Senhor, fazer o bem, e esperar com paciência. O ímpio será destruído, mas os mansos herdarão a terra. O Senhor conhece os dias dos íntegros e é seu sustento em tempos difíceis. A justiça será estabelecida por Deus, e os ímpios serão desarraigados.
Teologia reformada:
A providência de Deus governa até mesmo os ímpios, cujo fim está decretado. A perseverança dos santos é resultado do cuidado soberano de Deus. A herança prometida aos justos reflete a esperança escatológica da nova criação. A confiança, não a inveja, é a marca dos eleitos.
SÍNTESE TEOLÓGICA.
Os salmos 32 a 37 apresentam uma rica teologia da graça, justiça e providência de Deus. Eles revelam que o perdão, a justiça e o livramento pertencem ao Senhor, e que os justos são preservados não por suas obras, mas pela fidelidade de Deus. A oposição do ímpio, a dor da perseguição e as provações não anulam a bem-aventurança do justo, que confia e espera no Senhor. A confiança no caráter imutável de Deus e na sua soberania sustenta o crente em todas as estações.
TEXTO DEVOCIONAL.
Nestes salmos, somos lembrados da bem-aventurança do perdão, da grandeza da fidelidade de Deus, da realidade da injustiça e da certeza da justiça divina. A vida do justo é marcada pela confiança em Deus, pela humildade e pela esperança firme em sua providência. Mesmo quando os ímpios prosperam, os olhos do crente estão no Senhor, que cuida dos seus e julga com retidão.
ORAÇÃO.
Senhor, tu és o nosso refúgio e justiça. Em ti encontramos perdão, direção e esperança. Guarda-nos da inveja, sustenta-nos na aflição e fortalece nossa confiança em tua providência. Ensina-nos a viver com temor, fidelidade e expectativa da tua justiça perfeita. Em nome de Jesus, amém.

Salmos 32 a 37: A justiça de Deus e a bem-aventurança dos que confiam nEle sob CC BY-NC-ND 4.0, © 2025 por Instituto Genebra de Estudos Reformados.
“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9).
Descubra mais sobre Instituto Genebra de Estudos Reformados
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.


Deixe um comentário