Uma declaração cristã e reformada sobre homossexualidade.

1. A atitude cristã perante o Mês do Orgulho LGBTQIA+.

Enquanto muitos celebram o Mês do Orgulho e outros respondem com críticas e oposição, nós, como cristãos conservadores, devemos refletir sobre nossa postura. É fácil rir dos memes e tratar os da esquerda como inimigos, vendo-os como merecedores do julgamento de Deus. Contudo, a teologia reformada nos chama a considerar a graça de Deus, que não exclui ninguém de sua oferta de salvação.

2. Doutrina da Depravação Total.

A doutrina da depravação total nos ensina que todos os seres humanos são pecadores por natureza, incapazes de buscar a Deus por seus próprios esforços. Romanos 3.23 afirma: “Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus”. Esta doutrina nos lembra que não há distinção entre pecados; todos nós, sem exceção, estamos em igual necessidade da graça redentora de Deus. Não é apenas a comunidade LGBTQIA+ que precisa da salvação, mas cada um de nós, pois todos nascemos em pecado e somos objetos da ira divina até que recebamos a misericórdia de Deus.

3. As Lições de Jonas.

A história de Jonas nos oferece uma profunda lição. Jonas via os ninivitas como pagãos merecedores da ira divina, mas Deus tinha outros planos. Deus enviou Jonas para pregar a Nínive, uma cidade mergulhada no pecado. Contra a vontade de Jonas, os ninivitas se arrependeram e foram poupados pela misericórdia divina.

4. Reflexão Sobre a comunidade LGBTQIA+.

Assim como Nínive, a comunidade LGBTQIA+ não está além da graça de Deus. O Mês do Orgulho deveria ser uma oportunidade para pregação e oração. Somos todos pecadores por natureza e objetos da ira divina, mas também somos alvos da sua graça. Não podemos presumir que aqueles que celebram o Mês do Orgulho conheçam o Deus de justiça e misericórdia.

5. Humildade cristã.

A teologia reformada nos lembra que todos nós já fomos como os ninivitas, inimigos de Deus, até que alguém nos apresentou sua justiça e misericórdia. Efésios 2 nos ensina que éramos filhos da ira, mas Deus, em sua grande misericórdia, nos vivificou com Cristo. Devemos pregar uma fé que reconheça o pecado, mas que também proclame a graça salvadora de Cristo.

6. O exemplo de Jesus.

Jesus demonstrou consistentemente que ninguém está além da salvação. Ele salvou Zaqueu, a mulher no poço, a mulher adúltera e até Saulo, que perseguia os cristãos. Deus se glorifica salvando aqueles que consideramos impossíveis de salvar.

7. Um chamado ao arrependimento e oração.

Portanto, somos chamados a nos arrepender do nosso orgulho e a orar fervorosamente por aqueles que estão presos no pecado. Devemos buscar oportunidades para compartilhar o evangelho com humildade e amor, confiando na capacidade de Deus para transformar vidas, inclusive aquelas que parecem mais distantes de sua graça. Que não endureçamos nossos corações, mas que sejamos instrumentos da misericórdia divina, proclamando a justiça e o amor de Deus a todos.

Em Cristo,

Prof. Samuel S. Gomes, Th.M., M.A.

Diretor do Instituto Genebra de Estudos Reformados.

“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9).


Uma declaração cristã e reformada sobre homossexualidade © 2024 por Instituto Genebra de Estudos Reformados está licenciada sob CC BY-NC-ND 4.0

“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9).


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