Institucional

Instituto Genebra de Estudos Reformados

Fundado em 2016, o Instituto Genebra de Estudos Reformados existe para glorificar a Deus e capacitar seus servos piedosos por meio do estudo das Escrituras, para que sirvam à Igreja, proclamem o Evangelho e edifiquem o corpo de Cristo. Esta é nossa missão e aqui nos empenhamos.

Como presbiterianos reformados, seguimos uma tradição teológica que é apostólica, protestante, reformada (calvinista) e evangélica. Nosso compromisso é preservar a pureza e a profundidade da fé cristã, conforme transmitida desde os tempos apostólicos.

Como seguidores do Senhor Jesus Cristo, estamos comprometidos com as doutrinas históricas do cristianismo bíblico, conforme reveladas nas Escrituras Sagradas (2Timóteo 3.16-17), e desejamos ser explícitos e francos sobre as nossas crenças. Nossas crenças são as seguintes:

1. As Escrituras como Regra Suprema

Reconhecemos o Antigo e o Novo Testamento como a Palavra de Deus, sendo a nossa única regra infalível de fé e prática. Essa Palavra é autoritativa, infalível, inerrante, inspirada, suficiente e revelada por Deus para o conhecimento, arrependimento e obediência. (2Tm 3.16; 1Ts 2.13; Sl 12.6).

2. Compromisso confessional

Subscrevemos, de forma oficial e convicta, todos os Símbolos de Fé de Westminster, a saber: a Confissão de Fé de Westminster (1647), o Breve Catecismo de Westminster, o Catecismo Maior de Westminster, o Diretório de Culto Público, o Diretório de Culto Familiar, a Forma de Governo da Igreja Presbiteriana, a Suma do Conhecimento Salvífico, o Pacto Nacional (1638) e a Liga e Aliança Solenes, por reconhecermos neles uma exposição fiel, coerente e sistemática das doutrinas das Sagradas Escrituras.

3. O Governo e o culto da Igreja

Acreditamos que o governo e o modo de culto da Igreja Presbiteriana são os únicos de direito divino e inalteráveis. O modelo mais perfeito deles já alcançado está exibido na Forma de Governo e no Diretório de Culto Familiar e Público, adotados pela Igreja da Escócia na Segunda Reforma. Adoramos a Deus exclusivamente conforme as instruções de sua Palavra, refletindo a soberania de Cristo como Rei.

4. Sacramentos

Os únicos dois sacramentos instituídos por Cristo são o batismo e a ceia do Senhor. O batismo é dado a adultos não batizados que professam fé em Cristo. Também é administrado aos filhos de crentes, que são reconhecidos como incluídos na aliança da graça de Deus, da qual o batismo é um sinal e selo. O sacramento é realizado com água, que pode ser administrada adequadamente por imersão, derramamento ou, de preferência, aspersão.

5. A Realeza de Cristo e o dever das nações

Acreditamos que Cristo é Rei sobre todas as esferas da vida humana, incluindo a esfera civil. As nações têm o dever de reconhecer Cristo como Rei e governar seus assuntos de acordo com sua vontade revelada. “Para que, em todas as coisas, tenha a primazia” (Colossenses 1.18).

6. Aliança pública e testemunho fiel

A aliança pública e social é uma ordenança de Deus, obrigatória para as igrejas e nações sob o Novo Testamento. O Pacto Nacional e a Liga Solene são exemplos desta instituição divina e permanecem de obrigação contínua para a pessoa moral. Em consonância com isso, a renovação destes Pactos em Auchensaugh, Escócia, 1712, está de acordo com a Palavra de Deus.

7. O Evangelho da graça

  • SOMENTE AS ESCRITURAS são nossa autoridade plena, suficiente, inspirada, inerrante e infalível para todos os aspectos de doutrina, adoração, ministério e ética.
  • SOMENTE A GRAÇA é a base pela qual o Deus Trino escolhe, redime, regenera, perdoa e transforma pecadores merecedores do inferno em santos destinados ao céu.
  • SOMENTE CRISTO, como o Mediador Deus-homem, redime pecadores perdidos por meio do mérito infinito de sua perfeita obediência, sua morte expiatória e sua ressurreição vitoriosa.
  • SOMENTE A FÉ é o instrumento pelo qual recebemos Cristo e sua justiça imaculada, comprada com sangue, para a nossa justificação.
  • E SOMENTE A DEUS SEJA A GLÓRIA por planejar, realizar e aplicar soberanamente todos os aspectos da salvação ao seu povo crente, do início ao fim (Isaías 48.11; Salmos 115.1).

8. As Doutrinas da Graça

Junto com os Cinco Solas da Reforma, nós também afirmamos as Doutrinas da Graça, às vezes chamadas de Cinco Pontos do Calvinismo. Estes cinco pontos são os seguintes:

  • Depravação Total – Toda a humanidade é pecadora (Rm 1.18-3:20). Total não significa que as pessoas sejam tão más quanto poderiam ser, mas simplesmente que todo o nosso ser está manchado pelo pecado.
  • Eleição Incondicional – Deus escolheu um número seleto de pessoas que acreditarão em Cristo (Ef 1.3-14; Rm 9.1-24).
  • Expiação Limitada – Cristo morreu pelos pecados do mundo inteiro (Jo 1.29), mas a expiação que Cristo conquistou na cruz é aplicada apenas àqueles que creem (Jo 10.27-29). A morte de Cristo foi suficiente para todos, mas só é eficiente para aqueles que creem.
  • Graça irresistível – Todos aqueles chamados por Deus para a salvação certamente serão salvos (Jo 6.44) e serão atraídos salvadoramente a Cristo pela graça de Deus.
  • Perseverança dos Santos – Todos aqueles que são chamados e salvos pela graça por intermédio da fé em Cristo perseverarão na fé até que o Senhor volte (Fp 1.6).

9. Fidelidade ao testemunho reformado

Somos presbiterianos reformados. Sendo assim, apoiamos e honramos os fiéis que lutaram junto com os mártires de Jesus, especialmente na Escócia, contra o paganismo, o papado, a prelazia, a malignidade e o sectarismo, governos civis imorais, tolerâncias e perseguições Erastianas. Mantemos o Testemunho Judicial emitido pelo Presbitério Reformado na Grã-Bretanha do Norte, 1761, e seus suplementos pela Igreja Presbiteriana Reformada, como um nobre exemplo a ser seguido na luta pela verdade divina e no testemunho contra todas as corrupções incorporadas nas constituições de igrejas ou estados.

10. Vida piedosa

Nosso compromisso não é apenas com a doutrina, mas também com a prática. Devemos adornar a doutrina de Deus, nosso Salvador, andando irrepreensivelmente em todos os seus mandamentos e ordenanças. Buscamos viver de maneira digna do Evangelho, demonstrando uma fé operante pelo amor e uma piedade que glorifique ao Senhor em todas as áreas da vida.

Como Cristo é Senhor sobre toda a vida, o trabalho diário de cada crente é uma expressão essencial do serviço cristão, devendo ser realizado para a glória do Salvador. A família da aliança é vista como uma igreja em miniatura, e os pais têm o compromisso de conduzir regularmente o culto familiar em casa, bem como de dedicar-se intencionalmente ao crescimento espiritual de seus filhos. O Dia do Senhor é um presente divino, concedido para descanso e adoração, além dos deveres de necessidade e misericórdia. Há mais de trezentos anos, os Covenanters se reuniam durante a semana em “sociedades” — pequenos grupos domésticos de oração e estudo bíblico —, onde compartilham sua experiência espiritual e edificam uns aos outros em amor.

11. O Dia do Senhor, ou Sábado cristão

Nós afirmamos o que está contido na Confissão de Fé de Westminster, Capítulo 21, parágrafos 7 e 8:

  • 7. Como é lei da natureza que, em geral, uma devida proporção de tempo seja destinada ao culto de Deus, assim também, em Sua Palavra, por um preceito positivo, moral e perpétuo, que obriga a todos os homens, em todos os tempos, Deus designou particularmente um dia em sete para ser um Sábado (Shabat), santificado para Ele; o qual, desde o princípio do mundo até à ressurreição de Cristo, foi o último dia da semana; e, desde a ressurreição de Cristo, foi mudado para o primeiro dia da semana, dia que na Escritura se chama dia do Senhor, e que deverá continuar até ao fim do mundo como o Sábado Cristão.
  • 8. Este Sábado é santificado ao Senhor quando os homens, tendo devidamente preparado seus corações, e de antemão ordenado seus afazeres comuns, não só guardam, durante todo o dia, um santo descanso de suas próprias obras, palavras e pensamentos acerca de seus empregos seculares e recreações, mas também ocupam todo o tempo nos exercícios públicos e particulares de Seu culto e nos deveres de necessidade e misericórdia.

Nós sustentamos a autoridade vinculante do quarto mandamento sobre a igreja cristã do Novo Testamento (e, de fato, sobre todas as pessoas, em todos os tempos, condições e lugares); a transferência do dia do sétimo para o primeiro dia da semana, seguindo a ressurreição corporal de nosso Salvador Jesus Cristo dentre os mortos no primeiro dia da semana; e a obrigação de santificar todo o dia ao Senhor, observando um santo descanso de nosso trabalho e recreação, e deleitando-nos nele e em sua adoração.

Isaías 58.13-14:

  • “Se desviares o teu pé do sábado, defazeres a tua vontade no meu santo dia, e chamares ao sábado deleitoso, e o santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras, então te deleitarás no Senhor, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do Senhor o disse”.

12. A prática da Salmodia Exclusiva no culto reformado

Como parte de nosso compromisso com os princípios reformados históricos e a suficiência das Escrituras, o Instituto Genebra de Estudos Reformados afirma a prática da salmodia exclusiva como expressão legítima e reverente de adoração pública a Deus. Cremos que os Salmos, inspirados pelo Espírito Santo e preservados como hinário divino da Igreja, são plenamente suficientes para o louvor congregacional, sendo assim a única forma de cântico autorizada pelo padrão bíblico de adoração.

Essa convicção está fundamentada no Princípio Regulador do Culto, ensinado na Confissão de Fé de Westminster, que afirma que só Deus tem o direito de determinar como deve ser adorado. Por isso, rejeitamos o uso de composições humanas no culto público e buscamos cantar “com o entendimento” os salmos inspirados, conforme instruído em Colossenses 3.16 e Efésios 5.19.

A salmodia exclusiva não é uma simples preferência litúrgica, mas uma aplicação prática da autoridade das Escrituras sobre todas as áreas da vida cristã, inclusive o louvor. É um retorno às raízes da Reforma, um testemunho contra o subjetivismo no culto e uma forma de cultivar a espiritualidade bíblica em sua forma mais pura.

Por fim, o Instituto Genebra de Estudos Reformados permanece dedicado a equipar os cristãos com recursos bíblicos sólidos, contribuindo para a expansão do Reino de Deus em fidelidade à sua Palavra. Este é o nosso propósito, e é nele que nos dedicamos com empenho.

“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9).


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