A confissão de fé da Igreja da Escócia, assinada inicialmente por Sua Majestade o Rei e sua casa no ano de Deus de 1580, e depois por pessoas de todas as classes no ano de 1581, por ordem dos senhores do conselho secreto, e atos da assembleia geral, assinada novamente por todos os tipos de pessoas no ano de 1590, por uma nova ordem do conselho, a pedido da assembleia geral, como um pacto geral para a manutenção da verdadeira religião e a pessoa do Rei, e, agora assinado no ano de 1638, por nós nobres, barões, cavalheiros, burgueses, ministros e comuns subscritos, juntamente com nossa resolução e promessas pelas causas após especificadas, para manter a dita verdadeira religião, e a Majestade do Rei, de acordo com a confissão acima mencionada e Atos do Parlamento, o teor do qual segue abaixo.
Todos nós (que assinamos abaixo), protestamos que, após longa e devida examinação de nossas próprias consciências em questões de verdadeira e falsa religião, agora estamos totalmente decididos acerca da verdade, pela Palavra e pelo Espírito de Deus, e, portanto, cremos de coração, confessamos com nossa boca, assinamos com nossas mãos, e afirmamos constantemente diante de Deus e de todo o mundo, que esta é a única fé cristã verdadeira e religião agradável a Deus, trazendo salvação ao homem, que agora é pela misericórdia de Deus revelada ao mundo pela pregação do bendito evangelho, e recebida, crida e defendida por muitas e diversas igrejas e reinos notáveis, mas principalmente pela Igreja da Escócia, a Majestade do Rei e os três estados deste reino, como a eterna verdade de Deus e único fundamento de nossa salvação; como é mais particularmente expresso na confissão de nossa fé, estabelecida e publicamente confirmada por vários Atos do Parlamento, e, agora há muito tempo tem sido abertamente professada pela Majestade do Rei e por todo o corpo deste reino, tanto nas cidades como no campo. A essa confissão e forma de religião concordamos voluntariamente em nossas consciências em todos os pontos, como a verdade e veracidade indubitáveis de Deus, baseadas apenas em Sua Palavra escrita, e, portanto, abominamos e detestamos toda religião e doutrina contrárias, mas principalmente todo tipo de papismo em geral e em pensamentos particulares, mesmo como são agora condenados e refutados pela Palavra de Deus e pela Igreja da Escócia. Mas em especial, detestamos e rejeitamos a autoridade usurpada desse Anticristo Romano sobre as Escrituras de Deus, sobre a Igreja, sobre o magistrado civil e as consciências dos homens; todas as suas leis tirânicas feitas sobre coisas indiferentes contra a nossa liberdade cristã, sua doutrina errônea contra a suficiência da Palavra escrita, a perfeição da lei, o ofício de Cristo e Seu bendito evangelho; sua doutrina corrompida sobre o pecado original, nossa incapacidade natural e rebelião à lei de Deus, nossa justificação pela fé somente, nossa santificação e obediência imperfeitas à lei, a natureza, número e uso dos sacramentos sagrados; seus cinco sacramentos bastardos, com todos os seus ritos, cerimônias e falsa doutrina, adicionados à administração dos verdadeiros sacramentos, sem a Palavra de Deus; seus julgamentos cruéis contra os infantes que partem sem o sacramento, sua absoluta necessidade de batismo; sua opinião blasfema da transubstanciação ou presença real do corpo de Cristo nos elementos, e a recepção dos mesmos pelos ímpios, ou corpos de homens; suas dispensações, com juramentos solenes, perjúrios e graus de casamento, proibidos na Palavra; sua crueldade contra os inocentes divorciados; sua missa diabólica; seu sacerdócio blasfemo; seu sacrifício profano pelos pecados dos mortos e dos vivos; sua canonização de homens, invocação de anjos ou santos falecidos, adoração de imagens, relíquias e cruzes; dedicação de igrejas, altares, dias, votos a criaturas; seu purgatório, orações pelos mortos, orar ou falar em uma língua estranha; com suas procissões e ladainha blasfema, e multidão de advogados ou mediadores; suas muitas ordens, confissão auricular; seu arrependimento desesperado e incerto; sua fé geral e duvidosa; suas satisfações dos homens por seus pecados; sua justificação pelas obras, opus operatum, obras de supererrogação, méritos, perdões, peregrinações e estações; sua água benta, o batizar de sinos, conjuração de espíritos, cruzando, santificando, ungindo, conjurando, abençoando as boas criaturas de Deus, com a opinião supersticiosa a isso associada; sua monarquia mundana e hierarquia ímpia; seus três votos solenes, com todos os seus sacerdotes de várias ordens; seus decretos errôneos e sanguinários feitos em Trento, com todos os subscritores e aprovadores dessa cruel e sanguinária companhia conjurada contra a Igreja de Deus.
E, finalmente, detestamos todas as suas vãs alegorias, ritos, sinais e tradições, introduzidos na Igreja sem ou contra a Palavra de Deus, e a doutrina desta verdadeira Igreja reformada. A isso nos juntamos voluntariamente, em doutrina, religião, fé, disciplina e vida dos sacramentos sagrados, como membros vivos da mesma, em Cristo nosso cabeça, prometendo e jurando, pelo grande nome do Senhor nosso Deus, que continuaremos na obediência à doutrina e disciplina desta Igreja, e a defenderemos de acordo com nossa vocação e poder todos os dias de nossas vidas, sob as penas contidas na lei, e o perigo tanto do corpo como da alma no dia do temível julgamento de Deus. E, visto que muitos são incitados por Satanás e por esse Anticristo Romano, a prometer, jurar, subscrever e por um tempo usar os sacramentos sagrados na Igreja, enganosamente contra suas próprias consciências, pretendendo assim, primeiro sob o manto externo da religião, corromper e subverter secretamente a verdadeira religião de Deus dentro da Igreja; e depois, quando o tempo servir, tornar-se inimigos e perseguidores abertos da mesma, sob vã esperança da dispensação do Papa, inventada contra a Palavra de Deus, para sua grande confusão, e sua dupla condenação no dia do Senhor Jesus.
Nós, portanto, desejando remover toda suspeita de hipocrisia e de tal engano duplo com Deus e Sua Igreja, protestamos e chamamos o Investigador de todos os corações como testemunha, que nossas mentes e corações estão plenamente de acordo com esta nossa confissão, promessa, juramento e subscrição, de modo que não somos movidos por nenhuma questão mundana, mas somos persuadidos apenas em nossas consciências, através do conhecimento e amor da verdadeira religião de Deus impressos em nossos corações pelo Espírito Santo, como prestaremos contas a Ele no dia em que os segredos de todos os corações serão revelados. E porque percebemos que a tranquilidade e estabilidade de nossa religião e Igreja dependem da segurança e bom comportamento da Majestade do Rei, como de um instrumento confortável da misericórdia de Deus concedida a este país para a manutenção de Sua Igreja e administração de justiça entre nós, protestamos e prometemos com nossos corações sob o mesmo juramento, assinatura e penalidades, que defenderemos sua pessoa e autoridade com nossos bens, corpos e vidas, na defesa do evangelho de Cristo, liberdades de nosso país, administração de justiça e punição da iniquidade, contra todos os inimigos dentro deste reino ou fora dele, como desejamos que nosso Deus seja um defensor forte e misericordioso para nós no dia de nossa morte e vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, a Quem, com o Pai e o Espírito Santo, seja toda a honra e glória eternamente. Amém.
Assim como muitos Atos do Parlamento não apenas ab-rogam, anulam e revogam todas as leis, estatutos, atos, constituições, cânones civis ou municipais, juntamente com todas as outras ordenanças e penalidades práticas, feitas em prejuízo da verdadeira religião e de seus professantes, ou da verdadeira disciplina, jurisdição e liberdade da verdadeira Igreja; ou em favor da idolatria e superstição; ou da igreja papista (como o Ato 3. Ato 31. Parl. I. Ato 23. Parl. 11. Ato 114. Parl. 12, do Rei James VI), para que o papismo e a superstição sejam totalmente suprimidos, de acordo com a intenção dos Atos do Parlamento relatados no Ato 5. Parl. 20. Rei James VI. E para esse fim, eles ordenaram que todos os papistas e sacerdotes fossem punidos por múltiplas penas civis e eclesiásticas, como adversários da verdadeira religião de Deus pregada e estabelecida por lei dentro deste reino (Ato 24. Parl. 11. Rei James VI) como inimigos comuns de todo governo cristão (Ato 18. Parl. 16. Rei James VI), como rebeldes e oponentes da autoridade de nosso Soberano Senhor (Ato 47. Parl. 3. Rei James VI), e como idólatras (Ato 104. Parl. 7. Rei James VI), mas também em particular (além da confissão de fé) abolir e condenar a autoridade e jurisdição do Papa desta terra, e ordenar que os mantenedores disso sejam punidos (Ato 2. Parl. 1. Ato. 51. Parl. 3. Ato 106. Parl. 7. Ato 114. Parl. 12. do Rei James VI); condenam a doutrina errônea do Papa, ou qualquer outra doutrina errônea contrária a qualquer dos artigos da verdadeira e cristã religião pregada publicamente e estabelecida por lei neste reino; e ordenam que os propagadores ou autores de livros ou calúnias, ou cartas ou escritos dessa natureza, sejam punidos (Ato 46. Parl. 3. Ato 106. Parl. 7. Ato 24. Parl. 11. Rei James VI); condenam todo batismo conforme à igreja do Papa, e a idolatria da Missa; e ordenam que todos os proclamadores, ouvintes voluntários e ocultadores da Missa, os mantenedores e recolhedores dos Padres, Jesuítas, Papistas negociantes, sejam punidos sem exceção ou restrição (Ato 5. Parl. I. Ato 120. Parl. 12. Ato 164. Parl. 13. Ato 193. Parl. 14. Ato. I. Parl. 19. Ato 5. Parl. 20 Rei James VI); condenam todos os livros e escritos errôneos que contenham doutrina errônea contra a religião atualmente professada, ou que contenham ritos e cerimônias supersticiosas papistas, pelas quais o povo é grandemente enganado; e ordenam que os trazedores deles sejam punidos (Ato 25. Parl. 11. Rei James VI); condenam os monumentos e resquícios da idolatria passada, como ir as cruzes, observar os dias festivos dos santos e outros ritos supersticiosos e papistas, para desonra de Deus, desprezo da verdadeira religião e fomento de grandes erros entre o povo, e ordenam que os usuários deles sejam punidos pela segunda falta como idólatras (Ato 104. Parl. 7. Rei James VI).
Assim como muitos Atos do Parlamento são concebidos para a manutenção da verdadeira e cristã religião de Deus, e a pureza dela na doutrina e nos sacramentos da verdadeira Igreja de Deus, a liberdade dela em suas assembleias sinodais nacionais, presbitérios, sessões, política, disciplina e jurisdição, como essa pureza da religião e liberdade da Igreja foi usada, professada, exercida, pregada e confessada de acordo com a reforma da religião neste reino. (Como por exemplo: Ato 99. Parl. 7. Ato 23. Parl 11. Ato 114. Parl. 12. Ato 160. Parl. 13. Rei James VI, ratificado pelo Ato 4. Rei Charles.) Assim, o Ato 6. Parl. I. e o Ato 68. Parl. 6. do Rei James VI, no ano de Deus 1579, declaram os ministros do bendito evangelho, que Deus, em Sua misericórdia, havia levantado ou levantaria no futuro, concordando com aqueles que então viviam na doutrina e administração dos sacramentos, e o povo que professava Cristo como Ele então era oferecido no evangelho, e que se comunica com os santos sacramentos (como nas igrejas reformadas deste reino eles foram administrados atualmente) de acordo com a confissão de fé, serem a verdadeira e santa Igreja de Cristo Jesus dentro deste reino, e discernem e declaram todos e cada um que negam a palavra do evangelho, recebida e aprovada como os cabeças da confissão de fé, professada no Parlamento no ano de Deus 1560, especificada também no primeiro Parlamento do Rei James VI, e ratificada neste presente Parlamento, mais particularmente especificada; ou que recusa a administração dos santos sacramentos como então eram ministrados, não serem membros da referida Igreja dentro deste reino e da verdadeira religião atualmente professada, enquanto se mantiverem divididos da sociedade do corpo de Cristo. E o subsequente Ato 69. Parl. 6. Rei James VI, declara que não há outra face de Igreja, nem outra face de religião do que estava presente naquele tempo, pela graça de Deus, estabelecida dentro deste reino, que portanto é sempre chamada de verdadeira religião de Deus, verdadeira religião de Cristo, verdadeira e cristã religião, e uma religião perfeita, que por muitos Atos do Parlamento todos dentro deste reino são obrigados a professar, a assinar os Artigos dela, a confissão de fé, a renunciar toda doutrina e erros repugnantes a qualquer dos ditos Artigos (Ato 4 e 9. Parl. 1. Ato 45. 46. 47. Parl. 3. Ato 71. Parl. 6. Ato 106. Parl. 7. Ato 24. Parl. 11. Ato 123. Parl. 12. Ato 194 e 197. Parl. 14 do Rei James VI). E todos os magistrados, xerifes, etc., por um lado, são ordenados a buscar, apreender e punir todos os contraventores (por exemplo, Ato 5. Parl. I. Ato 104. Parl. 7. Ato 2 5. Parl. 11. Rei James VI). E que, não obstante as licenças da Majestade do Rei em contrário, que são anuladas e declaradas sem efeito, na medida em que tendem de qualquer maneira a prejudicar e impedir a execução dos Atos do Parlamento contra os Papistas e adversários da verdadeira religião (Ato 106. Parl. 7. Rei James VI). Por outro lado, no Ato 47. Parl. 3. Rei James VI, é declarado e ordenado que, visto que a causa da verdadeira religião de Deus e da autoridade de Sua Alteza estão tão unidas que o prejuízo de uma é comum a ambas; e que ninguém será reputado como súdito leal e fiel a nosso Soberano Senhor ou a Sua autoridade, mas serão punidos como rebeldes e oponentes da mesma, aqueles que não derem sua confissão e fizerem profissão da referida verdadeira religião; e que aqueles que, após a traição, derem a confissão de sua fé novamente, prometerão continuar nela no futuro, para manter a autoridade de nosso Soberano Senhor, e, na medida do possível, fortalecer, ajudar e manter os verdadeiros pregadores e professantes da religião de Cristo, contra quaisquer inimigos e oponentes da mesma; e principalmente, contra todos os que, de qualquer nação, posição ou grau que sejam, tenham se unido ou se comprometido, ou tenham ajudado ou ajudem a promover e executar os decretos cruéis de Trento, contrários aos pregadores e verdadeiros professantes da Palavra de Deus, o que é repetido palavra por palavra nos Artigos de Pacificação em Perth, no dia 23 de fevereiro de 1572, aprovado pelo Parlamento no final de abril de 1573, ratificado no Parlamento de 1578, e o Ato relacionado 123. Parl. 12. do Rei James VI, com esta adição, que eles são obrigados a resistir a todas as revoltas e hostilidades traiçoeiras levantadas contra a verdadeira religião, a Majestade do Rei e os verdadeiros professantes.
Assim como todos os súditos são obrigados a manter a pessoa real de Sua Majestade, a autoridade dos Parlamentos, sem a qual nem leis nem judiciários legais podem ser estabelecidos (Ato 130. Ato 131. Parl. 8. Rei James VI), e as liberdades dos súditos, que só devem viver e ser governados pelas leis do Rei, as leis comuns deste reino apenas (Ato 48. Parl. 3. Rei James I, Ato 79. Parl. 6. Rei James VI, repetido no Ato 131. Parl. 8. Rei James VI), o que se forem inovadas ou prejudicadas pela comissão acerca da união dos dois reinos da Escócia e da Inglaterra, que é o único Ato do Parlamento de 17.º Parl. James VI, declara que tal confusão resultaria que este reino não poderia mais ser uma monarquia livre; porque pelas leis fundamentais, privilégios antigos, ofícios e liberdades deste reino, não apenas a autoridade principesca do descendente real de Sua Majestade foi mantida por muitas eras, mas também a segurança do povo de suas terras, meios de subsistência, direitos, ofícios, liberdades e dignidades foram preservados. E, portanto, para a preservação da referida verdadeira religião, leis e liberdades deste reino, é estatuto pelo Ato 8. Parl. 1. repetido no Ato 99. Parl. 7. ratificado no Ato 23. Parl. 11 e 14. Ato do Rei James VI e 4 Ato do Rei Charles, que todos os Reis e Príncipes, em sua coroação e recepção de sua autoridade principesca, farão sua fiel promessa por seu solene juramento na presença do Deus Eterno, que durante toda a vida servirão o mesmo Deus Eterno ao máximo de seu poder, conforme Ele tem exigido em Sua Palavra mais Sagrada, contida no Antigo e no Novo Testamento, e de acordo com a mesma Palavra, manterão a verdadeira religião de Cristo Jesus, a pregação de Sua Palavra Santa, a administração de sacramentos devida e correta agora recebidos e pregados dentro deste reino (de acordo com a confissão de fé imediatamente precedente); e abolirão e se oporão a toda religião falsa contrária ao mesmo; e governarão o povo confiado a seu cuidado conforme a vontade e o mandamento de Deus revelados em Sua Palavra mencionada, e de acordo com as leis e constituições louváveis recebidas neste reino, de forma alguma repugnante à referida vontade do Deus Eterno; e procurarão ao máximo de seu poder, à Igreja de Deus e a todo o povo cristão, verdadeira e perfeita paz em todo o tempo futuro; e que serão cuidadosos em extirpar de seu Império todos os hereges e inimigos do verdadeiro culto de Deus, que serão convencidos pela verdadeira Igreja de Deus dos crimes acima mencionados. O que também foi observado por Sua Majestade em sua Coroação em Edimburgo, 1633, como pode ser visto na Ordem da Coroação.
Em obediência aos comandos de Deus, conforme a prática dos piedosos em tempos antigos, e de acordo com o louvável exemplo de nossos dignos e religiosos antecessores, e de muitos ainda vivos entre nós, que também foi garantido por ato do conselho, comandando um pacto geral a ser feito e assinado pelos súditos de Sua Majestade de todos os níveis por duas causas: uma era, para defender a verdadeira religião, como era então reformada, e é expressa na confissão de fé acima escrita, e uma confissão anterior extensa estabelecida por diversos atos de assembleias gerais legais e de Parlamento, aos quais ela tem relação, estabelecidos em catecismos públicos, e que há muitos anos, com uma bênção do céu, era pregada e professada nesta Igreja e reino, como a verdade incontestável de Deus fundamentada apenas em Sua Palavra escrita. A outra causa era para manter a Majestade do Rei, sua pessoa e estado; o verdadeiro culto de Deus e a autoridade do Rei sendo tão estritamente unidos, que tinham os mesmos amigos e inimigos comuns, e ficavam juntos ou caíam juntos. E, finalmente, convencidos em nossas mentes e confessando com nossas bocas, que as gerações presentes e futuras neste país são obrigadas a manter inviolável o referido juramento nacional e subscrição.
Nós, nobres, barões, cavalheiros, burgueses, ministros e cidadãos (que assinam abaixo), considerando várias vezes antes, e especialmente neste momento, o perigo da verdadeira religião reformada, da honra do Rei e da paz pública do reino, pelas muitas inovações e males geralmente contidos e particularmente mencionados em nossas últimas súplicas, queixas e protestos, professamos, e diante de Deus, de Seus anjos e do mundo, declaramos solenemente, que com todo o nosso coração concordamos e decidimos todos os dias de nossa vida aderir constantemente e defender a mencionada verdadeira religião, e abstendo-nos da prática de todas as novidades já introduzidas nas questões do culto a Deus, ou aprovação das corrupções do governo público da Igreja, ou dos cargos civis e poder dos eclesiásticos, até que sejam testadas e permitidas em assembleias livres e em Parlamentos, a trabalhar por todos os meios lícitos para recuperar a pureza e a liberdade do Evangelho como foi estabelecido e professado antes das mencionadas novidades; e porque, após exame cuidadoso, percebemos claramente e cremos indubitavelmente que as inovações e males contidos em nossas súplicas, queixas e protestos não têm autorização na Palavra de Deus, são contrários aos artigos das confissões acima mencionadas, à intenção e significado dos benditos reformadores da religião neste país, aos atos de Parlamento acima escritos, e tendem sensivelmente ao reestabelecimento da religião e tirania papista, e à subversão e ruína da verdadeira religião reformada, e de nossas liberdades, leis e propriedades; declaramos também que as confissões acima mencionadas devem ser interpretadas, e devem ser compreendidas acerca das novidades e dos males referidos, não menos do que se cada uma delas tivesse sido expressa nas confissões acima mencionadas; e que somos obrigados a detestar e abominá-las entre outros tópicos particulares do papismo abjurados nelas; e, portanto, pelo conhecimento e consciência de nosso dever para com Deus, nosso Rei e país, sem qualquer respeito ou indução mundana até onde a debilidade humana permitir, desejando uma medida adicional da graça de Deus para esse efeito, prometemos e juramos pelo grande nome do Senhor nosso Deus, continuar na profissão e obediência da mencionada religião; que a defenderemos, e resistiremos a todos esses erros e corrupções contrários de acordo com nossa vocação, e ao máximo daquele poder que Deus colocou em nossas mãos, todos os dias de nossa vida. E da mesma maneira, com o mesmo coração, declaramos diante de Deus e dos homens, que não temos intenção ou desejo de tentar algo que possa redundar em desonra a Deus ou na diminuição da grandeza e autoridade do Rei; mas, ao contrário, prometemos e juramos que faremos o máximo possível, com nossos meios e vidas, para defender nosso temido Soberano, Sua Majestade o Rei, sua pessoa e autoridade, na defesa e preservação da mencionada verdadeira religião, liberdades e leis do reino; assim como para a defesa e assistência mútua, cada um de nós um para com o outro, na mesma causa de manter a verdadeira religião e a autoridade de Sua Majestade, com nossos melhores conselhos, nossos corpos, meios e todo o nosso poder, contra todas as pessoas de qualquer tipo; de modo que qualquer coisa que seja feita ao menor de nós por essa causa será considerada como feita a todos nós em geral, e a cada um de nós em particular; e que nem direta nem indiretamente permitiremos que sejamos divididos ou afastados por qualquer sugestão, combinação, aliciamento ou terror dessa conjunção abençoada e leal; nem colocaremos qualquer obstáculo que possa deter ou impedir qualquer resolução desse tipo que, por consentimento comum, seja considerada conducente a tais fins bons; mas, pelo contrário, por todos os meios legítimos, trabalharemos para promover o mesmo; e se tal movimento perigoso e divisivo nos for feito por palavra ou escrito, nós e cada um de nós o suprimiremos ou (se necessário) o faremos imediatamente conhecido, para que possa ser evitado a tempo. Não tememos as infames aspersões de rebelião, combinação ou qualquer outra coisa que nossos adversários, por sua astúcia e malícia, queiram lançar sobre nós, visto que o que fazemos é tão bem fundamentado e surge de um desejo sincero de manter a verdadeira adoração de Deus, a majestade de nosso Rei e a paz do reino, para a felicidade comum de nós mesmos e da posteridade.
E como não podemos esperar uma bênção de Deus sobre nossos procedimentos, exceto com nossa profissão e subscrição, nos unimos a uma vida e conversação que convém a cristãos que renovaram seu pacto com Deus; portanto, prometemos fielmente, por nós mesmos, nossos seguidores e todos os outros sob nós, tanto em público, em nossas famílias particulares e em nosso comportamento pessoal, nos esforçar para nos mantermos dentro dos limites da liberdade cristã e sermos bons exemplos para outros em toda a piedade, sobriedade e retidão, e em todo dever que devemos a Deus e ao homem; e para que nossa união e conjunção possam ser observadas sem violação, invocamos o Deus vivo, o investigador de nossos corações como testemunha, que sabe que este é nosso desejo sincero e nossa resolução não fingida, como teremos de responder a Jesus Cristo no grande dia, e sob a pena da ira eterna de Deus, e da infâmia, e da perda de toda honra e respeito neste mundo; implorando humildemente ao Senhor que nos fortaleça com seu Espírito Santo para este fim, e abençoe nossos desejos e procedimentos com um feliz sucesso, para que a religião e a retidão floresçam na terra, para a glória de Deus, a honra de nosso Rei, e a paz e conforto de todos nós.
Em testemunho do que assinamos com nossas mãos todas as premissas, etc.
Fonte
O Padrão de Westminster (1647). Araçoiaba da Serra, SP: Publicações O Pacto, 2024, pp. 12-20.
“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.19).

