MATEUS 23: OS AIS CONTRA OS ESCRIBAS E FARISEUS.
Tópico central: Jesus denuncia a hipocrisia dos líderes religiosos e anuncia o juízo sobre Jerusalém.
Personagens principais: Jesus, discípulos, multidões, escribas, fariseus.
Lugares principais: Jerusalém, templo.
A autoridade e a hipocrisia (v. 1-12):
Jesus alerta os discípulos a obedecerem a Lei, mas não seguirem o exemplo dos fariseus, pois dizem e não praticam. O maior no Reino é o que serve.
Os sete “ais” contra os hipócritas (v. 13-36):
Jesus denuncia a religiosidade vazia: fecham o Reino, exploram, valorizam juramentos superficiais, negligenciam a justiça, a misericórdia e a fé. São sepulcros caiados e filhos dos que mataram os profetas.
O lamento sobre Jerusalém (v. 37-39):
Jesus chora sobre Jerusalém, que matou os profetas e rejeitou o Filho. Ele anuncia que a casa ficará deserta até que reconheçam: “Bendito o que vem em nome do Senhor.”
Teologia reformada:
Cristo revela o juízo divino contra a hipocrisia e a incredulidade. A justiça própria dos fariseus mostra a incapacidade humana de alcançar a salvação. A rejeição de Jerusalém confirma o endurecimento do coração dos que não foram alcançados pela graça. A eleição soberana garante, porém, que haverá um remanescente que reconhecerá o Messias.
MATEUS 24: O SERMÃO PROFÉTICO SOBRE O FIM.
Tópico central: Jesus anuncia a destruição de Jerusalém e ensina sobre os sinais de Sua vinda e do fim dos tempos.
Personagens principais: Jesus, discípulos.
Lugares principais: Jerusalém, monte das Oliveiras.
O anúncio da destruição do templo (v. 1-2):
Jesus declara que não ficará pedra sobre pedra no templo.
O princípio das dores (v. 3-14):
Haverá falsos cristos, guerras, fomes, pestes, terremotos e perseguições. O evangelho será pregado em todo o mundo antes do fim.
A grande tribulação (v. 15-28):
Jesus fala da “abominação da desolação” e alerta os discípulos a fugirem. Será tempo de angústia sem igual, mas os dias serão abreviados por causa dos eleitos.
A vinda do Filho do Homem (v. 29-31):
Após a tribulação, o Filho do Homem virá em glória com Seus anjos para reunir os Seus escolhidos.
A parábola da figueira e a vigilância (v. 32-51):
Os sinais indicam a proximidade. Ninguém sabe o dia ou a hora, por isso é necessário estar vigilante, como o servo fiel que aguarda o Senhor.
Teologia reformada:
O sermão profético une o juízo histórico sobre Jerusalém com a consumação final. A soberania de Deus se manifesta na preservação dos eleitos em meio às tribulações. A volta de Cristo é certa e gloriosa, mas o tempo é secreto, exigindo fé perseverante. A eleição e a graça garantem que os escolhidos serão reunidos por Cristo no último dia.
SÍNTESE TEOLÓGICA.
Mateus 23 e 24 revelam Jesus como o Juiz justo que condena a hipocrisia religiosa e como o Rei glorioso que virá no fim dos tempos. O Reino não é para os que confiam em si mesmos, mas para os que são chamados pela graça. O sermão profético confirma que a história caminha para o cumprimento do plano eterno de Deus: a reunião dos Seus eleitos em Cristo.
TEXTO DEVOCIONAL.
Nestes capítulos aprendemos que Jesus exige sinceridade, humildade e fé. Ele rejeita a religiosidade vazia e chama Seu povo a viver em vigilância e perseverança. A volta de Cristo é certa, e isso nos leva a viver preparados, confiando que Ele reunirá Seus escolhidos e consumará o Reino em glória.
ORAÇÃO.
Senhor, nós Te louvamos porque em Jesus revelaste o Juiz justo e o Rei glorioso. Guarda-nos da hipocrisia e dá-nos um coração humilde e vigilante. Sustenta-nos em meio às tribulações e fortalece-nos na esperança da volta de Cristo. Em nome de Jesus, amém.

Mateus 23 e 24: O juízo sobre os hipócritas e o sermão profético do Rei está licenciado sob CC BY-NC-ND 4.0, © 2025 por Instituto Genebra de Estudos Reformados.
“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9).
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