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III. Os mansos são felizes (v. 5); bem-aventurados os mansos. Os mansos são aqueles que se submetem silenciosamente a Deus, à sua palavra e ao seu cajado; que seguem suas direções, cumprem seus desígnios e são gentis para com todos os homens (Tt. 3:2); que suportam provocações sem se deixarem inflamar por elas; que permanecem calados ou respondem com brandura; que conseguem demonstrar desagrado quando necessário, sem cair em indecências; que conseguem manter-se serenos quando outros estão exaltados; e que, em sua paciência, preservam o domínio sobre a própria alma, ainda que dificilmente consigam conservar qualquer outra coisa. São mansos aqueles que raramente se deixam provocar, e, quando provocados, logo se apaziguam; que preferem perdoar vinte ofensas a vingar uma, por terem domínio sobre o próprio espírito.
Esses mansos são aqui apresentados como felizes, mesmo neste mundo. 1. Eles são bem-aventurados, pois se assemelham ao bendito Jesus, justamente naquilo em que devem aprender dele (cf. Mt 11:29). São semelhantes ao próprio Deus bendito, Senhor de sua ira, em quem não há furor. São bem-aventurados porque desfrutam, de maneira confortável e tranquila, de si mesmos, de seus amigos e de seu Deus; são adequados para qualquer relação, condição ou companhia; estão prontos tanto para viver quanto para morrer. 2. Eles herdarão a terra, promessa retirada do Sl 37:11, sendo quase a única promessa temporal expressa em todo o Novo Testamento. Não significa que possuirão sempre grandes bens terrenos, muito menos que se contentarão apenas com isso; mas esta virtude da piedade possui, de modo especial, a promessa da vida presente. A mansidão, ainda que ridicularizada e desprezada, tem real tendência a promover saúde, prosperidade, conforto e segurança, mesmo neste mundo. Observa-se que os mansos e pacíficos vivem as vidas mais tranquilas, em contraste com os perversos e turbulentos. Ou, como também pode ser traduzido: “Eles herdarão a terra”, isto é, a terra de Canaã, símbolo do céu. Assim, todas as bem-aventuranças do céu e todas as bênçãos da terra são a porção dos mansos.
Aplicação.
1. Será que tenho aprendido a descansar em Deus, aceitando sua vontade com mansidão, ou vivo inquieto tentando controlar tudo?
2. Minhas palavras e reações diante de provocações revelam o caráter de Cristo ou expõem a falta de domínio próprio em meu coração?
3. O perdão flui naturalmente em mim, como sinal de mansidão, ou ainda luto contra ressentimentos e desejo de vingança?
4. As pessoas ao meu redor percebem em mim um espírito pacífico e sereno, ou encontram alguém facilmente irritado e instável?
5. Quando penso na promessa de que os mansos herdarão a terra, confio que a verdadeira recompensa da mansidão vem de Deus, ou continuo acreditando que a felicidade depende de vencer e dominar os outros?
Oração.
Podemos orar pedindo a Deus que nos ensine a ser mansos como Jesus, a suportar provocações sem nos irritar e a responder com bondade. Podemos pedir serenidade, domínio sobre nós mesmos e a capacidade de perdoar em vez de nos vingar.
Também podemos agradecer a Deus pela paz e conforto que a mansidão traz e pedir que nossa vida reflita Seu amor, para que possamos viver com alegria e tranquilidade, confiando nas bênçãos que Ele promete.

Estudos devocionais sobre as Bem-aventuranças – Semana 3, Guia 2: Matthew Henry sobre os mansos está licenciado sob CC BY-NC-ND 4.0, © 2025 por Instituto Genebra de Estudos Reformados.
“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9).
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