Ezequiel 29 a 31: O juízo contra o Egito e a queda dos orgulhosos.

EZEQUIEL 29: O JUÍZO CONTRA O FARAÓ E O EGITO.

Tópico central: O Egito, que se orgulhava de ser o sustentáculo das nações, é comparado a um grande monstro que será humilhado por Deus.

Personagens principais: o Senhor, Ezequiel, Faraó (rei do Egito), Nabucodonosor.

Lugares principais: Egito, rio Nilo, Babilônia.

O faraó como monstro do Nilo (v. 1-16):

O Senhor compara Faraó a um grande crocodilo que se julgava dono do Nilo. Ele acreditava ser o criador de suas próprias riquezas e do rio que sustentava sua nação. Mas Deus promete puxá-lo para fora das águas com anzóis, lançando-o no deserto com os peixes grudados em suas escamas — uma imagem de humilhação total. O Egito, que tantas vezes foi refúgio ilusório para Israel, seria julgado e se tornaria um reino fraco e insignificante.

Nabucodonosor contra o Egito (v. 17-21):

Deus declara que dará o Egito a Nabucodonosor e seus exércitos como recompensa por sua campanha contra Tiro. O Egito, antes poderoso, cairia diante da Babilônia.

Teologia reformada:

O capítulo 29 mostra que o orgulho humano é sempre quebrado pela mão soberana de Deus. O Egito, símbolo de falsa confiança, não poderia salvar nem a si mesmo nem a Israel. A verdadeira segurança não está em alianças políticas ou forças humanas, mas no Senhor. Cristo, o verdadeiro Libertador, conduz Seu povo não a confiar em “faraós”, mas nEle, que venceu o maior inimigo: o pecado e a morte.

EZEQUIEL 30: O DIA DO SENHOR CONTRA O EGITO.

Tópico central: O “dia do Senhor” é anunciado contra o Egito e seus aliados, mostrando que o juízo divino alcança todas as nações orgulhosas.

Personagens principais: o Senhor, Ezequiel, os egípcios, seus aliados (Etiópia, Líbia, Lídia, Arábia, Cubes).

Lugares principais: Egito, nações aliadas, cidades do Nilo.

O dia de escuridão (v. 1-12):

Deus anuncia um dia de juízo contra o Egito e todos que se uniram a ele. O orgulho egípcio cairia, seus aliados seriam derrotados e o país mergulharia em trevas. O SENHOR se levantaria contra o Egito com espada e destruição.

A queda das cidades egípcias (v. 13-19):

Diversas cidades seriam devastadas )Mênfis, Tebas, Zoã, Heliópolis) mostrando que nenhuma região escaparia. Os ídolos do Egito seriam destruídos, e o coração dos egípcios desfaleceria diante do terror do juízo divino.

O braço quebrado do faraó (v. 20-26):

O faraó é comparado a um guerreiro com o braço quebrado, incapaz de empunhar a espada. O Senhor promete quebrar ainda mais sua força, enquanto fortaleceria o braço de Nabucodonosor, entregando o Egito em suas mãos.

Teologia reformada:

O capítulo 30 apresenta o juízo como “o dia do Senhor”, um prenúncio do juízo final. O Egito e suas alianças não puderam resistir ao decreto divino. Isso aponta para a realidade escatológica: todo poder humano se dobrará diante do Cordeiro. Para o cristão, o “dia do Senhor” é também esperança, pois em Cristo não há condenação, mas salvação.

EZEQUIEL 31: A QUEDA DO ORGULHO DO EGITO.

Tópico central: O Egito é comparado a uma grande árvore frondosa que será abatida por causa do orgulho, seguindo o exemplo da Assíria.

Personagens principais: o Senhor, Faraó, Ezequiel, a Assíria.

Lugares principais: Egito, Líbano, as nações vizinhas.

A comparação com a Assíria (v. 1-9):

O Egito é lembrado da grandeza da Assíria, descrita como um cedro majestoso do Líbano. Sua altura alcançava os céus, seus ramos abrigavam as aves, e de sua sombra se beneficiavam as nações. Era símbolo de poder, riqueza e domínio.

A queda da árvore (v. 10-17):

Por causa do orgulho, a Assíria foi abatida. Sua árvore foi derrubada, suas ramagens caíram, e as nações se espantaram. O Egito, que confiava em sua força, deveria aprender com esse exemplo: o mesmo destino o aguardava. Ele desceria ao Sheol, à companhia dos que já haviam caído.

A advertência ao faraó (v. 18):

A pergunta final ecoa com força: “A quem és semelhante em glória e grandeza?” Assim como a Assíria foi derrubada, também o Egito seria lançado entre os mortos, apesar de toda sua glória.

Teologia reformada:

Ezequiel 31 ensina que os impérios humanos são como árvores que crescem até os céus, mas caem pela soberba. O Egito, como a Assíria, aprenderia que só Deus é eterno. O contraste está em Cristo, a “Árvore da Vida”, que não é abatida pelo orgulho, mas que voluntariamente se humilhou para dar vida eterna ao Seu povo.

SÍNTESE TEOLÓGICA.

Ezequiel 29 a 31 apresentam o juízo de Deus contra o Egito como lição para todas as nações: o orgulho humano, seja dos faraós ou das potências mundiais, será abatido pela soberania divina. O Egito, comparado a um monstro, a um guerreiro e a uma árvore frondosa, mostra a fragilidade do poder terreno diante de Deus. A teologia da aliança ressalta que Israel não deveria confiar em aliados humanos, mas no Senhor. E na plenitude dos tempos, Cristo é revelado como aquele que derruba os orgulhosos e exalta os humildes.

TEXTO DEVOCIONAL.

O Egito era visto como uma fortaleza inabalável, mas Deus o derrubou. Assim também, muitas vezes buscamos segurança em “Egitos” modernos: poder, dinheiro, alianças humanas etc. Mas tudo isso é areia movediça. Somente Cristo é a Rocha inabalável. Devemos cultivar humildade e dependência total do Senhor, lembrando que todo orgulho leva à queda, mas a graça de Deus sustenta os que confiam nEle.

ORAÇÃO.

Senhor soberano, Tu és aquele que derruba os orgulhosos e exalta os humildes. Livra-nos de colocar nossa confiança em homens, riquezas ou poder, e ensina-nos a depender somente de Ti. Que Cristo seja nossa Rocha firme, nossa Árvore da Vida, nosso Redentor eterno. Em nome de Jesus, Amém.


Ezequiel 29 a 31: O juízo contra o Egito e a queda dos orgulhosos está licenciado sob CC BY-NC-ND 4.0, © 2025 por Instituto Genebra de Estudos Reformados.

“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9).


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