EZEQUIEL 27: O LAMENTO POR TIRO.
Tópico central: Tiro é comparada a um navio majestoso, rico em comércio e glória, mas que naufraga de forma trágica sob o juízo divino.
Personagens principais: o Senhor, Ezequiel, os comerciantes e marinheiros de Tiro.
Lugares principais: Tiro, as nações do Mediterrâneo.
A grandeza de Tiro (v. 1-11):
Deus manda Ezequiel entoar um cântico fúnebre sobre Tiro. A cidade é descrita como um navio luxuoso, adornado com madeiras preciosas, marfim, tecidos finos e marinheiros habilidosos vindos de várias nações. Tiro parecia perfeita em beleza e glória.
O comércio mundial (v. 12-25):
Uma lista detalhada descreve as nações que negociavam com Tiro: metais preciosos da Espanha, cavalos da Grécia, especiarias da Arábia, produtos de Israel, entre outros. A cidade era o coração do comércio internacional, centro de riquezas e conexões globais.
O naufrágio trágico (v. 26-36):
Apesar de toda sua glória, Tiro é comparada a um navio afundando em alto-mar. Os ventos do juízo de Deus a farão submergir, levando consigo riquezas, marinheiros e mercadores. As nações que dependiam de seu comércio lamentariam sua queda, espantadas diante do fim repentino de sua grandeza.
Teologia reformada:
Ezequiel 27 revela a fragilidade das glórias terrenas. Nenhuma riqueza, comércio ou poder humano pode garantir segurança quando Deus decide julgar. Isso aponta para o ensino de Jesus: “que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mc 8.36). Em contraste com Tiro, Cristo é o verdadeiro tesouro do povo de Deus, a riqueza eterna que não se corrompe nem se perde (Mt 6.19-21).
EZEQUIEL 28: O JUÍZO CONTRA O PRÍNCIPE E O REI DE TIRO.
Tópico central: O orgulho do príncipe de Tiro, que se exaltou como se fosse um deus, é duramente condenado, e sua queda é inevitável.
Personagens principais: o Senhor, Ezequiel, o príncipe de Tiro, o rei de Tiro.
Lugares principais: Tiro.
O orgulho do príncipe de Tiro (v. 1-10):
O príncipe de Tiro se encheu de soberba, dizendo em seu coração: “Sou deus, no trono de Deus me assento”. Ele confiava em sua sabedoria e riquezas, acreditando estar acima de todos. Porém, Deus o confronta: ele era apenas homem, não deus. Sua sabedoria não o salvaria do juízo — morreria pelas mãos dos estrangeiros como qualquer outro mortal.
O lamento pelo rei de Tiro (v. 11-19):
Num cântico simbólico e poético, o rei de Tiro é descrito como alguém que estava no Éden, adornado de pedras preciosas, um querubim ungido que andava no monte de Deus. Mas sua perfeição foi corrompida pelo orgulho, e ele foi lançado por terra. Essa linguagem transcende a figura histórica do rei e ecoa a queda de Satanás, o grande inimigo de Deus, que se exaltou em soberba e foi precipitado.
A destruição de Sidom (v. 20-24):
O Senhor também anuncia juízo contra Sidom, vizinha de Tiro, para que todas as nações reconhecessem Sua santidade.
A restauração futura de Israel (v. 25-26):
Em contraste com o juízo contra Tiro e Sidom, Deus promete reunir Seu povo do exílio e fazê-lo habitar seguro em sua terra, edificando casas e plantando vinhas. O juízo sobre as nações é o prelúdio da restauração de Israel.
Teologia reformada:
Ezequiel 28 mostra como o orgulho é a raiz da queda tanto de reis terrenos quanto do inimigo espiritual de Deus. O homem que se exalta contra o Criador será abatido. O contraste está em Cristo, que sendo Deus, humilhou-se até a morte, recebendo depois o nome acima de todo nome (Fp 2.5-11). Ele é o Rei verdadeiro que reina com humildade e justiça, em oposição ao falso rei de Tiro.
SÍNTESE TEOLÓGICA.
Ezequiel 27 a 28 apresentam Tiro como símbolo da glória humana que naufraga diante do juízo divino. Seu comércio, riquezas e poder não puderam livrá-la. O orgulho de seus líderes revela o coração humano em rebelião contra Deus, antecipando a queda de Satanás e de todos que se exaltam contra o Senhor. Mas, ao mesmo tempo, Deus promete restaurar Seu povo, mostrando que Seu plano soberano não é apenas de juízo, mas também de redenção em Cristo.
TEXTO DEVOCIONAL.
Tiro parecia invencível, mas sua queda mostrou que nada neste mundo é firme fora de Deus. O orgulho e a confiança em riquezas continuam sendo tentações presentes em nossos dias. Mas o crente encontra segurança somente em Cristo, o Rei humilde e eterno. Quando o mundo se gloria em poder, nós nos gloriamos na cruz.
ORAÇÃO.
Senhor soberano, livra-nos do orgulho que confia em riquezas, poder e sabedoria humanas. Ensina-nos a depender somente de Ti e a encontrar em Cristo o verdadeiro tesouro. Que a glória deste mundo não nos seduza, mas que sejamos encontrados humildes e fiéis diante de Ti. Obrigado porque em Cristo temos segurança eterna e esperança da restauração. Em nome de Jesus. Amém.

Ezequiel 27 a 28: O lamento e a queda de Tiro e do seu rei está licenciado sob CC BY-NC-ND 4.0, © 2025 por Instituto Genebra de Estudos Reformados.
“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9).
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