EZEQUIEL 20: A REBELDIA HISTÓRICA DE ISRAEL.
Tópico central: Deus relembra a história de Israel marcada pela rebeldia e idolatria, mas reafirma que agirá por amor do Seu nome.
Personagens principais: o Senhor, os anciãos de Israel, Ezequiel, o povo de Israel.
Lugares principais: Egito, deserto, Canaã, Babilônia.
Os anciãos vêm consultar o profeta (v. 1-4):
Eles buscam resposta de Deus, mas o Senhor declara que não responderá, pois a nação persiste no pecado.
A recordação da história (v. 5-32):
- No Egito, Israel se rebelou contra o Senhor.
- No deserto, desprezou os estatutos e guardou ídolos.
- Na terra prometida, continuou a prostituir-se com a idolatria.
Em cada etapa, Deus poderia tê-los destruído, mas agiu “por amor do Seu nome”, preservando o testemunho da Sua glória entre as nações.
O juízo e a restauração (v. 33-44):
Deus promete reunir Israel do exílio com mão forte, julgá-los no deserto das nações e purificá-los. No fim, haverá restauração: o povo servirá ao Senhor com coração íntegro.
O fogo do sul (v. 45-49):
Deus anuncia que um fogo consumirá a terra, símbolo do juízo inescapável.
Teologia reformada:
A história de Israel mostra a depravação total do homem. Mesmo diante da graça, o povo insiste na rebeldia. Contudo, Deus permanece fiel, agindo por amor do Seu nome (Ez 20.9; Rm 9.17). A redenção não é mérito humano, mas graça soberana. Em Cristo, Deus cumpre Sua promessa, reunindo um povo santo para Si (Ef 1.4-6).
EZEQUIEL 21: A ESPADA DO SENHOR.
Tópico central: O Senhor brandirá a espada de juízo contra Jerusalém, Judá e até mesmo contra as nações vizinhas.
Personagens principais: o Senhor, Ezequiel, o rei da Babilônia (Nabucodonosor), o povo de Israel.
Lugares principais: Jerusalém, Judá, Babilônia, Rabá (dos amonitas).
O anúncio da espada (v. 1-17):
A espada do Senhor será desembainhada contra Judá e Jerusalém. Ela está afiada e polida, pronta para destruir. O profeta deve gemer em dor, sinalizando a gravidade do juízo.
O rei da Babilônia como instrumento (v. 18-27):
Nabucodonosor lançará sortes para decidir a rota e invadirá Jerusalém. Deus declara que a coroa será removida e não haverá mais rei até que venha “aquele a quem pertence o direito” (v. 27), referência messiânica a Cristo.
Juízo sobre os amonitas (v. 28-32):
A espada também cairá sobre os amonitas, mostrando que o juízo de Deus alcança todas as nações.
Teologia reformada:
A espada simboliza o juízo santo de Deus contra o pecado. Nabucodonosor é apenas instrumento da justiça divina. O trono de Davi é suspenso até a vinda de Cristo, o verdadeiro Rei a quem pertence toda autoridade (Lc 1.32-33). O juízo aponta para a cruz, onde a espada da ira de Deus caiu sobre Cristo em lugar do Seu povo (Is 53.5).
SÍNTESE TEOLÓGICA.
Ezequiel 20 a 21 mostra a fidelidade de Deus em contraste com a persistente rebeldia de Israel. O Senhor julga a idolatria, mas preserva Seu nome e Sua promessa de redenção. A espada do juízo revela a seriedade do pecado, mas também aponta para Cristo, o Rei messiânico que receberá o trono de Davi e estabelecerá justiça eterna.
TEXTO DEVOCIONAL.
Nossa história, como a de Israel, também é marcada por quedas e infidelidade. Mas Deus age por amor do Seu nome, e não por nossos méritos. A espada que merecíamos caiu sobre Cristo, para que tivéssemos paz. Hoje, vivemos não no medo do juízo, mas na esperança do Reino eterno de Jesus, o Rei justo.
ORAÇÃO.
Senhor fiel e justo, reconhecemos nossa rebeldia e idolatria. Obrigado porque não nos tratas segundo os nossos pecados, mas agiste por amor do Teu nome. Louvamos a Cristo, o Rei a quem pertence o trono eterno, que recebeu em Si a espada do Teu juízo para nos dar vida. Fortalece-nos para viver em santidade e gratidão diante da Tua graça. Em nome de Jesus. Amém.

Ezequiel 20 a 21: A rebeldia de Israel e a espada do juízo está licenciado sob CC BY-NC-ND 4.0, © 2025 por Instituto Genebra de Estudos Reformados.
“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9).
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