Ezequiel 17 a 19: A parábola das águias, a responsabilidade individual e o lamento pelos príncipes.

EZEQUIEL 17: A PARÁBOLA DAS DUAS ÁGUIAS E O RENOVO.

Tópico central: Deus mostra a infidelidade do rei Zedequias ao quebrar aliança com a Babilônia, mas promete o Renovo messiânico que trará esperança eterna.

Personagens principais: o Senhor, o rei da Babilônia (primeira águia), o Egito (segunda águia), Zedequias, o povo de Judá.

Lugares principais: Jerusalém, Babilônia, Egito.

A parábola das duas águias e da videira (v. 1-10):

Uma grande águia (Babilônia) arranca o topo do cedro (rei Jeoaquim) e planta um ramo (Zedequias) em solo fértil. A videira, porém, se volta para outra águia (Egito), buscando apoio, em vez de permanecer fiel. Resultado: será arrancada e destruída.

A interpretação (v. 11-21):

Zedequias quebrou o juramento feito diante de Deus, rebelando-se contra a Babilônia e confiando no Egito. Por isso, será levado cativo e morrerá em Babilônia.

A promessa do Renovo (v. 22-24):

Deus mesmo plantará um Renovo do alto do cedro, que crescerá e se tornará árvore frondosa, onde as aves se abrigarão. Essa é uma profecia messiânica cumprida em Cristo, o Rei eterno.

Teologia reformada:

Zedequias revela a corrupção humana e a infidelidade do coração. Mas o Senhor cumpre Seu plano redentor no Renovo prometido, Cristo, o Rei justo, que traz vida e abrigo para Seu povo. O reino de Deus não depende da fidelidade humana, mas da fidelidade de Deus em Cristo (Is 11; Lc 13.18–19).

EZEQUIEL 18: A RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL.

Tópico central: Cada pessoa será julgada por seus próprios atos; a alma que pecar, essa morrerá.

Personagens principais: o Senhor, Ezequiel, o povo de Israel.

Lugares principais: Israel, Babilônia.

O provérbio contestado (v. 1-4):

O povo dizia: “Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram”. Deus responde que cada um morrerá por seu próprio pecado: a alma que pecar, essa morrerá.

Exemplos de justiça e impiedade (v. 5-20):

  • O justo viverá.
  • O filho ímpio do justo morrerá por sua culpa.
  • O filho justo do ímpio viverá por sua própria justiça.

A justiça ou impiedade não são transferíveis de geração em geração.

O chamado ao arrependimento (v. 21-32):

Se o ímpio se arrepender, viverá. Se o justo abandonar a justiça, morrerá. Deus não tem prazer na morte do ímpio, mas deseja que todos se convertam e vivam.

Teologia reformada:

Aqui vemos a responsabilidade pessoal diante de Deus. Cada um precisa de arrependimento e fé. No entanto, a Escritura ensina que ninguém pode gerar justiça própria (Rm 3.10-12). Nossa única esperança é a justiça perfeita de Cristo, imputada pela fé (2 Co 5.21). O chamado é universal, mas o arrependimento é dom da graça.

EZEQUIEL 19: O LAMENTO PELOS PRÍNCIPES DE ISRAEL.

Tópico central: Um cântico fúnebre descreve a queda dos príncipes de Judá e o fracasso da monarquia davídica.

Personagens principais: o Senhor, os reis de Judá (Jeoacaz, Zedequias).

Lugares principais: Judá, Egito, Babilônia.

Os leõezinhos (v. 1-9):

Judá é como uma leoa que cria seus filhotes. Um leãozinho (Jeoacaz) é levado cativo ao Egito. Outro (Zedequias) é capturado e levado acorrentado para a Babilônia.

A videira destruída (v. 10-14):

Judá era como uma videira frutífera junto às águas, mas foi arrancada e queimada. Sua vara forte (realeza) foi destruída. O cântico termina em lamento, sem esperança em reis terrenos.

Teologia reformada:

O cântico mostra o fim trágico da monarquia de Judá. Os reis falharam, e a esperança não podia estar neles. Mas esse vazio aponta para Cristo, o verdadeiro Filho de Davi, o Leão da tribo de Judá (Ap 5.5) e a Videira verdadeira (Jo 15.1). Ele é o Rei eterno, perfeito e fiel.

SÍNTESE TEOLÓGICA.

Ezequiel 17 a 19 mostra o contraste entre a infidelidade humana e a fidelidade divina. A parábola das águias denuncia a quebra da aliança, mas aponta para o Renovo messiânico. O capítulo 18 enfatiza a responsabilidade individual e a graça do arrependimento. O cântico de lamento em 19 revela o fracasso da monarquia e direciona o olhar para Cristo, o Rei eterno.

TEXTO DEVOCIONAL.

Nossa esperança não pode estar em homens, líderes ou tradições. Cada um será julgado por sua vida diante de Deus. Mas em Cristo, o Renovo, temos abrigo, perdão e vida. Ele é o Rei justo, o Leão vencedor e a Videira verdadeira. Fora d’Ele, tudo é lamento; n’Ele, tudo é esperança.

ORAÇÃO.

Deus fiel, reconhecemos nossa falência e a infidelidade do coração humano. Obrigado porque, em Cristo, plantaste o Renovo eterno que traz vida. Ensina-nos a viver em arrependimento sincero e a confiar unicamente em Cristo, o Rei perfeito. Que sejamos ramos frutíferos na Videira verdadeira, para glória do Teu nome. Em nome de Jesus. Amém.


Ezequiel 17 a 19: A parábola das águias, a responsabilidade individual e o lamento pelos príncipes está licenciado sob CC BY-NC-ND 4.0, © 2025 por Instituto Genebra de Estudos Reformados.

“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9).


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