EZEQUIEL 5: O CORTE DE CABELOS E O JUÍZO SOBRE JERUSALÉM.
Tópico central: O profeta simboliza, por meio de seus cabelos e barba, a destruição de Jerusalém e a dispersão do povo.
Personagens principais: o Senhor, Ezequiel, Israel.
Lugares principais: Jerusalém (simbolicamente), Babilônia (onde Ezequiel profetiza).
O ato simbólico do cabelo (v. 1-4):
Ezequiel raspa a cabeça e a barba, dividindo os cabelos em três partes: uma é queimada, outra golpeada com espada e a terceira espalhada ao vento. Pequena parte é guardada e depois queimada. Isso representa a destruição, fome, espada e exílio, com apenas um remanescente preservado.
A razão do juízo (v. 5-17):
Deus acusa Jerusalém de ser mais rebelde que as nações ao redor. Desprezaram a aliança e multiplicaram abominações. O Senhor declara que fará o que nunca fizera antes: fome, praga, espada e dispersão completa.
Teologia reformada:
O juízo começa pela casa de Deus (1 Pe 4.17). A aliança quebrada exige disciplina severa. Mesmo em meio à destruição, um remanescente é preservado — figura da eleição soberana. Cristo, o verdadeiro remanescente fiel, garantiu que a promessa de Deus não fosse anulada pela rebeldia do povo.
EZEQUIEL 6: O JUÍZO CONTRA OS MONTES DE ISRAEL.
Tópico central: Deus anuncia a destruição dos altares idólatras e a dispersão do povo, mas promete preservar um remanescente que se lembrará do Senhor.
Personagens principais: o Senhor, Ezequiel, Israel idólatra.
Lugares principais: montes, vales e cidades de Israel.
O anúncio contra os altares (v. 1-7):
Deus ordena a profecia contra os montes de Israel, onde estavam os altares idólatras. Os ídolos seriam destruídos, e os corpos dos adoradores jazidos diante deles.
A promessa do remanescente (v. 8-10):
Apesar da destruição, Deus guardaria alguns que se lembrariam dEle no exílio. Reconheceriam a justiça do Senhor e odiariam sua idolatria passada.
A certeza do juízo (v. 11-14):
O profeta bate palmas e bate com os pés para simbolizar a intensidade do castigo. A terra seria desolada, revelando que o Senhor é Deus.
Teologia reformada:
A idolatria é adultério espiritual. O remanescente preservado mostra a graça soberana que mantém viva a aliança. A disciplina pedagógica conduz o povo ao arrependimento. Em Cristo, o remanescente se cumpre plenamente, pois Ele é a videira verdadeira, em quem permanecem todos os eleitos.
EZEQUIEL 7: O FIM CHEGOU.
Tópico central: O Senhor anuncia o fim de Israel: um juízo inevitável e devastador sobre toda a nação.
Personagens principais: o Senhor, Ezequiel, Israel.
Lugares principais: toda a terra de Israel.
O anúncio do fim (v. 1-15):
Deus declara repetidamente: “O fim veio”. O castigo é inevitável, e nem prata nem ouro livrarão o povo. Fome, espada e praga trariam o colapso total.
A ruína do orgulho (v. 16-22):
Os que escaparem gemerão como pombas, reconhecendo seus pecados. O templo, antes glória de Israel, seria profanado por causa da idolatria.
A desolação completa (v. 23-27):
Haveria terror, ruína, traição e silêncio dos profetas e anciãos. O Senhor os julgaria conforme os seus caminhos.
Teologia reformada:
O juízo divino é certo e inescapável. Nem riquezas nem estruturas religiosas podem livrar o povo da ira de Deus. Esse anúncio prefigura o juízo final, do qual somente Cristo pode nos livrar, pois Ele suportou o “fim” da ira divina em nosso lugar.
EZEQUIEL 8: AS ABOMINAÇÕES NO TEMPLO.
Tópico central: Deus mostra a Ezequiel as idolatrias praticadas em Jerusalém, inclusive dentro do templo.
Personagens principais: o Senhor, Ezequiel, líderes de Judá.
Lugares principais: Jerusalém, templo do Senhor.
A visão em Jerusalém (v. 1-6):
Ezequiel, em visão, é levado a Jerusalém. Na entrada do templo, vê uma imagem de ciúmes, que provoca a ira do Senhor.
As quatro abominações (v. 7-18):
- Ídolos nas câmaras secretas: os anciãos de Israel adoravam imagens no escuro.
- Mulheres chorando por Tamuz: culto pagão de fertilidade.
- Homens adorando o sol: voltados para o oriente, desprezavam o templo.
- A soma das abominações: líderes e povo juntos em idolatria.
O resultado: Deus declara que não poupará nem terá piedade; clamarão, mas Ele não ouvirá.
Teologia reformada:
O pecado mais grave é a idolatria no próprio coração do povo de Deus. Quando líderes e povo profanam o culto, o juízo é inevitável. O verdadeiro templo é Cristo, e fora dEle não há adoração aceitável. A Igreja hoje é chamada a purificar-se de toda idolatria e guardar a santidade do culto segundo a Palavra.
SÍNTESE TEOLÓGICA.
Ezequiel 5 a 8 mostra a gravidade do pecado de Israel, a inevitabilidade do juízo e a corrupção até do templo. Deus é santo e não tolera idolatria em Seu povo. Ainda assim, preserva um remanescente pela graça soberana, apontando para Cristo. O juízo pedagógico contra Sião e o anúncio do fim antecipam a realidade do juízo final, do qual só Cristo nos livra.
TEXTO DEVOCIONAL.
O juízo de Deus contra Jerusalém é um alerta para nós: Ele não tolera pecado e muito menos idolatria no coração. Nenhuma aparência de religião substitui a obediência e a adoração verdadeira. Mas em meio à disciplina, Deus sempre preserva um remanescente. Essa é a nossa esperança: em Cristo, o Remanescente fiel, somos guardados da condenação eterna.
ORAÇÃO.
Senhor justo e santo, livra-nos da idolatria e da falsa confiança em coisas terrenas. Purifica nossa adoração e mantém nossos olhos fixos em Cristo, o verdadeiro Templo e a glória da Tua presença. Obrigado porque, mesmo em juízo, Tu preservas Teu povo pela graça. Guarda-nos fiéis até o fim, em nome de Jesus. Amém.

Ezequiel 5 a 8: O juízo de Deus e a idolatria em Sião está licenciado sob CC BY-NC-ND 4.0, © 2025 por Instituto Genebra de Estudos Reformados.
“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9).
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