ECLESIASTES 1: A VAIDADE DE TODAS AS COISAS.
Tópico central: A futilidade da vida terrena quando separada da sabedoria e providência de Deus.
Personagens principais: O Pregador (Salomão).
Lugares principais: Jerusalém.
O ciclo vicioso da existência:
O Pregador inicia declarando que tudo é vaidade e correr atrás do vento. A geração passada se vai, e a que virá também passará, pois nada há de novo sob o sol. A natureza repete seus ciclos incessantemente, evidenciando a transitoriedade da criação. A sabedoria humana traz tristeza, pois aumenta o conhecimento do sofrimento.
Teologia reformada:
Este capítulo sublinha a condição caída da humanidade e a incapacidade do homem de encontrar sentido pleno fora da revelação e da providência de Deus. A verdadeira sabedoria reconhece a soberania de Deus sobre o tempo e a história, e que sem Ele tudo é vaidade.
ECLESIASTES 2: A VAIDADE DAS BUSCAS HUMANAS.
Tópico central: A insatisfação e o vazio das riquezas, prazeres e obras humanas sem Deus.
Personagens principais: O Pregador.
Lugares principais: Jerusalém.
A busca pelas alegrias e realizações:
Salomão relata como buscou alegria, construindo, acumulando riquezas e sabedoria, entregando-se ao prazer. Contudo, todas essas coisas provaram ser vaidade, pois nada permanece e tudo termina em morte. Ele reconhece que a prosperidade e a sabedoria são dádivas de Deus, mas sem Deus a vida não tem propósito eterno.
Teologia reformada:
Este capítulo expõe a futilidade dos esforços humanos sem o temor do Senhor. A graça revela que a verdadeira alegria está em Deus e na comunhão com Ele, e que as bênçãos terrenas são transitórias e subordinadas à glória eterna.
ECLESIASTES 3: O TEMPO DE DEUS PARA TODAS AS COISAS.
Tópico central: A soberania de Deus sobre o tempo e os eventos da vida humana.
Personagens principais: O Pregador.
Lugares principais: Jerusalém, a terra.
O relógio divino:
O Pregador ensina que há tempo determinado para tudo: nascer e morrer, plantar e colher, chorar e rir. Deus estabeleceu os tempos e colocou a eternidade no coração do homem, mas este não pode compreender completamente a obra do Senhor. Ele conclui que é Deus quem julga e governa tudo.
Teologia reformada:
A soberania absoluta de Deus sobre a história e o tempo é reafirmada. O reconhecimento de que Deus tem o controle total consola o crente, que espera o cumprimento da promessa eterna e a restauração da criação.
ECLESIASTES 4: A VAIDADE DA INJUSTIÇA E DA SOLIDÃO.
Tópico central: O sofrimento causado pela opressão e a importância da comunhão e da solidariedade.
Personagens principais: O Pregador.
Lugares principais: Jerusalém.
A observação da injustiça:
Salomão lamenta a opressão, a avareza e o trabalho solitário que não traz satisfação. Ele valoriza a amizade e a união, pois dois têm melhor paga do que um. A solidão é retratada como triste e inútil, e o trabalho sem propósito é considerado vaidade.
Teologia reformada:
A comunhão entre os santos é uma expressão da graça divina e reflete o mandamento de amor. A opressão e o pecado são consequências da queda, e Deus é justo juiz que executará o juízo final.
ECLESIASTES 5: O TEMOR DO SENHOR NAS OBRAS E NAS PALAVRAS.
Tópico central: A importância do temor de Deus nas decisões, promessas e no uso das riquezas.
Personagens principais: O Pregador, Deus.
Lugares principais: Templo, Jerusalém.
A reverência nas ações e palavras:
O Pregador adverte a não fazer promessas precipitadas a Deus e a falar com cuidado diante dEle. Ele observa a futilidade da riqueza acumulada sem contentamento, pois o homem nunca leva nada consigo após a morte. O temor do Senhor é apontado como o verdadeiro caminho para a satisfação.
Teologia reformada:
A reverência a Deus regula a vida do crente, orientando suas ações e palavras. A verdadeira bênção está em contentar-se com o que Deus dá, reconhecendo Sua soberania sobre a vida e os bens.
ECLESIASTES 6: A VAIDADE DA VIDA LONGA SEM FELICIDADE.
Tópico central: A insatisfação que pode acompanhar a prosperidade e a longa vida sem a bênção de Deus.
Personagens principais: O Pregador.
Lugares principais: Jerusalém.
A reflexão sobre a insatisfação humana:
Salomão observa que alguém pode ter muitos bens e longa vida, mas não desfrutar deles, o que é vaidade e miséria. A incapacidade de se alegrar no trabalho mostra a futilidade da vida sem Deus. Ele conclui que é melhor ser contente e temer a Deus.
Teologia reformada:
A verdadeira alegria e contentamento são dons de Deus, concedidos pela graça. A vida, por mais longa que seja, é inútil se não houver comunhão com Deus e esperança na eternidade. O crente vive na segurança da providência e na alegria do Espírito.
SÍNTESE TEOLÓGICA.
Os primeiros seis capítulos de Eclesiastes revelam a profunda insatisfação da vida humana sem Deus, mostrando que todas as buscas e realizações terrenas são vaidade quando separadas da revelação e do temor do Senhor. A soberania e providência divina são o fundamento para a verdadeira sabedoria e contentamento. O Pregador aponta o caminho para o temor do Senhor como o princípio da sabedoria e da vida que glorifica a Deus.
TEXTO DEVOCIONAL.
Ao meditar em Eclesiastes 1 a 6, somos desafiados a reconhecer a futilidade das buscas humanas sem Deus e a colocar nosso coração no temor e na obediência ao Senhor. Que a graça de Deus nos conduza a viver com contentamento e esperança, confiando em Sua providência e na promessa da vida eterna.
ORAÇÃO.
Senhor Deus, ajuda-nos a não buscar sentido em coisas passageiras, mas a encontrar alegria verdadeira somente em Ti. Que o Teu temor habite em nossos corações e que confiemos na Tua soberania em todas as circunstâncias. Ensina-nos a viver para a Tua glória, com sabedoria e humildade. Em nome de Jesus, amém.

Eclesiastes 1 a 6: A vaidade da vida sem Deus e a busca pela sabedoria divina sob CC BY-NC-ND 4.0, © 2025 por Instituto Genebra de Estudos Reformados.
“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9).
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