Salmos 72 a 77: O reinado justo de Deus, a aflição e a confiança no socorro divino.

SALMO 72: O REINADO JUSTO E PRÓSPERO DO REI MESSIÂNICO.

Tópico central: A oração pelo rei justo que governa com sabedoria e promove justiça para todos, prefigurando Cristo.

Personagens principais: Deus, o rei (Messias), o povo, os pobres.

Lugares principais: Jerusalém, todo o reino.

O pedido por justiça e paz:

Salomão ora pedindo a Deus que conceda ao rei um governo justo e sábio, que defenda os pobres e oprimidos e que estabeleça paz e prosperidade em todo o reino.

O alcance do reinado:

O rei governa desde o rio até os confins da terra, atraindo a adoração dos reis e povos distantes. A justiça e a retidão caracterizam seu governo.

Bênçãos abundantes:

O salmo descreve prosperidade, paz, chuva na estação certa, abundância e justiça social, fruto do reinado do Messias.

Teologia reformada:

Este salmo é uma oração messiânica que aponta para Jesus, o Rei perfeito e justo, que reina eternamente para estabelecer o reino de Deus com justiça, paz e bênção universal. Sua soberania é completa, e Ele é o juiz e protetor dos necessitados.

SALMO 73: A LUTA DO FIEL COM A INJUSTIÇA DOS ÍMPIOS.

Tópico central: A perplexidade diante da prosperidade dos ímpios e a certeza da justiça final de Deus.

Personagens principais: O salmista (Asafe), os ímpios, Deus.

Lugares principais: O santuário (templo).

O conflito interno do salmista:

Asafe inveja a prosperidade aparente dos ímpios, que vivem sem preocupações, mas reconhece que quase tropeçou por causa disso.

A revelação no santuário:

Ao entrar na presença de Deus, o salmista compreende o destino final dos ímpios (destruição eterna) e que Deus é seu verdadeiro refúgio.

A fidelidade do crente:

Apesar das dificuldades e injustiças, o salmista renova sua confiança em Deus, encontrando dele a verdadeira felicidade e segurança.

Teologia reformada:

O salmo enfatiza a soberania de Deus sobre o juízo e a providência, mostrando que a prosperidade dos ímpios é passageira. A fé reformada afirma que o verdadeiro bem-estar está em viver sob a graça e presença de Deus, mesmo em meio às adversidades.

SALMO 74: LAMENTO PELA DESTRUIÇÃO DO TEMPLO E A ESPERANÇA NO SOCORRO DE DEUS.

Tópico central: O clamor diante da profanação e destruição do templo, confiando no poder e na justiça de Deus.

Personagens principais: O salmista, os inimigos de Sião, Deus.

Lugares principais: Jerusalém, templo.

O apelo diante da destruição:

O salmista lamenta que os inimigos destruíram o santuário de Deus, espalhando seus símbolos e profanando o local santo.

A lembrança das obras de Deus:

Ele relembra as grandes obras de Deus na criação e na libertação do Egito como motivo para confiar que Deus intervirá novamente.

Pedido de intervenção:

O salmista implora que Deus não se esqueça do seu povo e da aliança, e que mostre o seu poder contra os inimigos.

Teologia reformada:

Este salmo expõe a realidade da providência divina em meio ao juízo e à adversidade. Apesar da aparente derrota, Deus permanece fiel à sua aliança e é o juiz soberano que trará restauração. O templo destruído prefigura a necessidade do verdadeiro templo, Cristo.

SALMO 75: DEUS COMO O JUSTO JUIZ DOS REINOS DA TERRA.

Tópico central: A certeza do juízo de Deus sobre os soberbos e a exaltação dos humildes.

Personagens principais: Deus, os orgulhosos, os justos.

Lugares principais: Não especificados.

Deus julga com justiça:

O salmo afirma que Deus é o juiz supremo que põe fim à arrogância dos poderosos e exalta aqueles que andam com integridade.

Advertência ao orgulho:

O orgulho e a violência são condenados; Deus corta os planos dos ímpios no tempo certo.

Louvor a Deus:

O povo é convocado a louvar a Deus que governa com justiça e que mantém a ordem no mundo.

Teologia reformada:

O salmo ressalta a soberania de Deus como juiz universal, que mantém a justiça e o governo do mundo. A queda dos soberbos e a exaltação dos humildes refletem o princípio bíblico do juízo e da graça, confirmando a dependência do ser humano da misericórdia divina.

SALMO 76: DEUS, O GRANDE JUIZ EM SIÃO.

Tópico central: A manifestação do poder de Deus em Sião e o temor que inspira nos inimigos.

Personagens principais: Deus, os inimigos de Israel, o povo.

Lugares principais: Sião (Jerusalém).

Deus manifesta seu poder:

Deus é descrito como temível e poderoso, especialmente em Sião, onde fez grandes feitos, vencendo os inimigos e salvando o seu povo.

O temor diante de Deus:

As nações e reis ficam atemorizados e cessam suas batalhas diante da manifestação do poder divino.

Convite à adoração:

O povo é chamado a louvar a Deus por sua justiça e por seus feitos poderosos.

Teologia reformada:

Este salmo destaca a soberania e o poder de Deus sobre as nações e a proteção especial do seu povo. O temor reverente é uma resposta ao Deus que julga com justiça e que garante a vitória àqueles que nele confiam.

SALMO 77: A LEMBRANÇA DAS OBRAS E PROMESSAS DE DEUS EM MEIO À AFLIÇÃO.

Tópico central: O clamor na angústia e a consolação pela lembrança das obras poderosas de Deus.

Personagens principais: O salmista, Deus.

Lugares principais: Não especificados.

O desespero do salmista:

Em grande angústia, o salmista clama a Deus, sem encontrar alívio imediato e se sentindo quase abandonado.

Recordação das obras divinas:

Ele relembra os prodígios de Deus no passado (libertação, manifestações no Mar Vermelho) para renovar a esperança.

Confiança na fidelidade de Deus:

Apesar do sofrimento presente, a recordação do caráter e dos atos de Deus traz consolo e fortalece a fé.

Teologia reformada:

O salmo enfatiza que mesmo na aflição mais profunda, o crente deve voltar-se para as obras e promessas de Deus como fonte de esperança. A fidelidade de Deus é imutável, e sua providência é demonstrada historicamente, sustentando o povo fiel.

SÍNTESE TEOLÓGICA.

Os Salmos 72 a 77 apresentam temas centrais da teologia reformada: a soberania de Deus como Rei e Juiz, o reinado justo e eterno do Messias, o sofrimento do povo de Deus, e a fidelidade divina em meio à adversidade. A justiça de Deus prevalece sobre o orgulho e a opressão, enquanto a confiança do crente está fundada no poder e nas promessas do Senhor. A experiência do sofrimento é real, mas a esperança se renova na lembrança das obras salvíficas de Deus, culminando em Cristo, o Rei justo e perfeito.

TEXTO DEVOCIONAL.

Nestes salmos, somos convidados a refletir sobre o reinado soberano de Deus e sua justiça infalível, mesmo quando enfrentamos injustiças e dificuldades. A vida do crente é marcada por lutas, mas Deus é o refúgio seguro que sustenta e restaura. Que possamos sempre lembrar das obras maravilhosas do Senhor e repousar na esperança de sua fidelidade, confiando que Jesus, o Rei prometido, cumprirá plenamente todo o seu reino de justiça e paz.

ORAÇÃO.

Senhor Deus, Rei eterno, que governa com justiça e compaixão, ajuda-nos a confiar em ti mesmo quando o mal parece prosperar. Sustenta-nos nas aflições, fortalece a nossa fé e ensina-nos a proclamar teu poder e fidelidade a todas as gerações. Que possamos sempre louvar teu santo nome e esperar no cumprimento das tuas promessas em Jesus Cristo. Amém.


Salmos 72 a 77: O reinado justo de Deus, a aflição e a confiança no socorro divino sob CC BY-NC-ND 4.0, © 2025 por Instituto Genebra de Estudos Reformados.

“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9).


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