JÓ 34: DEUS É JUSTO E NÃO PODE AGIR COM INJUSTIÇA.
Tópico central: Eliú defende vigorosamente a justiça de Deus.
Personagens principais: Eliú, Jó.
Lugar: Terra de Uz.
Acusação contra Jó:
Eliú critica Jó por afirmar que Deus o está tratando injustamente (v. 5). Para Eliú, isso é blasfêmia, pois implica que o Criador age como um homem iníquo (v. 10-12).
Soberania de Deus:
Deus governa o mundo com justiça perfeita. Ele não precisa de conselheiros humanos (v. 13), e sua autoridade é suprema.
Teologia reformada:
Deus é soberano e perfeitamente justo. A teologia reformada sustenta que Deus não pode ser acusado de injustiça, mesmo quando seus caminhos são incompreensíveis (Rm 9.14; Sl 145.17).
JÓ 35: ELIÚ: DEUS NÃO É OBRIGADO A RESPONDER AO ORGULHO HUMANO.
Tópico central: Eliú mostra que Deus está acima das acusações humanas e age segundo sua sabedoria.
Personagens principais: Eliú, Jó.
Lugar: Terra de Uz.
Fé distorcida:
Eliú repreende Jó por pensar que sua justiça é inútil (v. 3) e por clamar sem reverência.
Deus não é afetado:
A justiça ou o pecado do homem não alteram a natureza de Deus (v. 6-7). Ele não é dependente das obras humanas.
O silêncio de Deus:
Eliú ensina que Deus pode não responder ao clamor do homem quando ele ora apenas por livramento e não por arrependimento (v. 12-13).
Teologia reformada:
Aqui vemos a doutrina da suficiência e autossuficiência de Deus (At 17.25). Ele é imutável e soberano. A oração só é ouvida quando há humildade e temor (Pv 15.29; Sl 66.18).
JÓ 36: DEUS ENSINA ATRAVÉS DO SOFRIMENTO.
Tópico central: Eliú defende a pedagogia divina por meio do sofrimento.
Personagens principais: Eliú, Jó.
Lugar: Terra de Uz.
O sofrimento como instrução:
Deus usa o sofrimento para chamar o pecador ao arrependimento e moldar o justo (v. 8-10). É disciplina para o bem, não punição cega.
Oportunidade de arrependimento:
Aqueles que se submetem à correção prosperam; os que resistem perecem (v. 11-12).
Deus é exaltado:
Eliú conclama Jó a contemplar a grandeza de Deus nas obras da criação (v. 22-26), preparando o caminho para o discurso divino nos capítulos seguintes.
Teologia reformada:
A doutrina da providência inclui a disciplina amorosa de Deus (Hb 12.6-11). O sofrimento não é abandono, mas ensino. Deus governa com sabedoria e graça.
JÓ 37: O TEMOR DO SENHOR E A SUA MAJESTADE.
Tópico central: Eliú termina exaltando a grandeza e a majestade de Deus.
Personagens principais: Eliú, Jó.
Lugar: Terra de Uz
Deus nos fenômenos naturais:
Eliú descreve os relâmpagos, trovões, nevasca, vento e chuva como instrumentos de Deus (vv. 1-13). Tudo está sob seu domínio.
Reconhecer a limitação humana:
Eliú afirma que não podemos compreender plenamente os caminhos de Deus (vv. 14-24). O que nos cabe é temê-lo com reverência.
Teologia reformada:
A incompreensibilidade de Deus não nega seu amor, mas exalta sua majestade. A resposta adequada à soberania divina é o temor reverente (Sl 111.10; Rm 11.33–36).
SÍNTESE TEOLÓGICA.
Eliú apresenta a teologia mais próxima da verdade entre os personagens humanos. Ele rejeita a teologia retributiva simplista dos amigos de Jó, mas também repreende Jó por falar com arrogância. Eliú reconhece que Deus é justo, soberano e usa o sofrimento como meio de ensino e santificação.
Ele prepara o coração de Jó (e do leitor) para ouvir o próprio Deus. Ao descrever a majestade de Deus na criação, ele desperta o temor reverente, que é a base para verdadeira sabedoria.
APLICAÇÃO DEVOCIONAL.
O sofrimento pode ser uma escola divina. Deus não é injusto ao permitir a dor; Ele é sábio em tudo o que faz. Nem sempre entenderemos o “porquê”, mas podemos confiar no “quem”: um Deus justo, soberano e bom.
A arrogância nas palavras diante do Senhor é sinal de incredulidade. Devemos cultivar humildade e temor, mesmo quando as respostas parecem tardar.
ORAÇÃO.
Senhor, ensina-nos a temer teu nome e a confiar na tua justiça, mesmo quando não compreendemos os teus caminhos. Dá-nos humildade para sermos moldados no sofrimento e coragem para esperar em ti. Fala-nos, e dá-nos ouvidos para ouvir. Amém.

Jó 34 a 37: Eliú: A justiça de Deus e o propósito do sofrimento sob CC BY-NC-ND 4.0, © 2025 por Instituto Genebra de Estudos Reformados.
“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9).
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