ESTER 4: A INTERCESSÃO DE ESTER DIANTE DA AMEAÇA DE ANIQUILAÇÃO.
Tópico central: O chamado à confiança na providência de Deus diante do perigo.
Personagens principais: Ester, Mardoqueu, Hamã.
Lugares principais: Susã, palácio do rei Assuero.
O clamor de Mardoqueu:
Mardoqueu, ao saber do decreto de Hamã que visava exterminar os judeus, rasga as vestes e lamenta em público. Os judeus em todo o império jejuam, choram e se vestem de saco.
Ester é chamada à ação:
Ester, ao saber da aflição de Mardoqueu, envia um servo para saber o motivo. Mardoqueu a desafia a interceder junto ao rei, ainda que isso implicasse risco de morte. Ele declara: “quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?” (Ester 4:14).
A decisão de Ester:
Ester pede que todos os judeus jejuem por ela durante três dias. Então, ela declara: “assim irei ter com o rei… e se perecer, pereci” (Ester 4:16).
Teologia reformada:
Este capítulo mostra a soberania e a providência de Deus no governo da história. Ainda que o nome de Deus não seja mencionado, sua mão invisível conduz os acontecimentos. Mardoqueu reconhece que a libertação virá de Deus, mesmo que Ester recusasse agir. A fé reformada vê aqui a certeza de que Deus preserva seu povo e levanta instrumentos para o cumprimento de seus decretos eternos.
ESTER 5: A FAVORAÇÃO DIVINA E O ORGULHO DE HAMÃ.
Tópico central: A providência de Deus abre portas, enquanto o orgulho prepara a queda.
Personagens principais: Ester, Assuero, Hamã.
Lugares principais: Palácio do rei Assuero.
Ester diante do rei:
No terceiro dia do jejum, Ester se apresenta ao rei sem ser chamada. Assuero estende o cetro e lhe concede graça. Ester o convida para um banquete com Hamã.
O primeiro banquete e o convite para outro:
No banquete, Ester ainda não revela seu pedido. Em vez disso, convida o rei e Hamã para outro banquete no dia seguinte, onde então faria seu pedido.
O orgulho e o ódio de Hamã:
Hamã sai do banquete alegre, mas ao ver Mardoqueu que não se curvava diante dele, se enche de indignação. Em casa, aconselhado por sua esposa e amigos, manda preparar uma forca de cinquenta côvados para matar Mardoqueu.
Teologia reformada:
A graça de Deus sobre Ester mostra como Ele inclina corações de reis segundo seu propósito (Pv 21:1). Hamã, dominado pelo orgulho, segue um caminho de autodestruição. A providência de Deus se move silenciosamente para reverter a trama do mal. A teologia reformada afirma que Deus governa até mesmo os detalhes ocultos e prepara o cenário para a reversão do mal em favor de seu povo.
ESTER 6: A REVERSÃO PROVIDENCIAL: HONRA A QUEM TEME A DEUS.
Tópico central: Deus exalta os que o temem e humilha os soberbos.
Personagens principais: Assuero, Mardoqueu, Hamã.
Lugares principais: Palácio do rei Assuero.
O rei perde o sono:
Naquela noite, o rei não consegue dormir e pede que o livro das crônicas seja lido. Descobre-se que Mardoqueu havia salvado a vida do rei ao denunciar uma conspiração, mas ainda não fora recompensado.
A humilhação de Hamã:
O rei pergunta a Hamã: “Que se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada?” (Ester 6:6). Pensando que o rei falava dele mesmo, Hamã sugere uma grande honra pública. O rei então ordena que Hamã faça tudo isso a Mardoqueu.
Hamã volta humilhado para casa:
Após honrar Mardoqueu, Hamã volta para casa entristecido e coberto. Seus conselheiros já percebem que sua queda é certa diante de Mardoqueu.
Teologia reformada:
Deus reverte os planos dos ímpios para exaltar os que o temem. A soberania divina se manifesta em uma simples noite de insônia real que desencadeia a reviravolta. Deus, em sua providência, age até nos acontecimentos comuns da vida para cumprir seu eterno propósito. A humilhação de Hamã é cumprimento da justiça de Deus, que derruba os soberbos e exalta os humildes.
ESTER 7: A QUEDA DE HAMÃ E A JUSTIÇA DE DEUS.
Tópico central: A justiça de Deus prevalece e protege seu povo.
Personagens principais: Ester, Assuero, Hamã, Harbona.
Lugares principais: Segundo banquete no palácio real.
O pedido de Ester:
Durante o segundo banquete, o rei pede novamente que Ester faça seu pedido. Ela então revela: “Se achei graça aos teus olhos, ó rei, e se bem parecer ao rei, dê-se-me a minha vida pelo meu desejo, e a vida do meu povo pela minha petição” (Ester 7:3). Ela denuncia Hamã como o inimigo.
A condenação de Hamã:
O rei, furioso, sai do salão. Hamã suplica por sua vida, mas, ao voltar, Assuero vê Hamã caído sobre o leito de Ester e interpreta isso como ofensa. Harbona menciona a forca que Hamã havia preparado para Mardoqueu. O rei ordena que nela Hamã seja enforcado.
Teologia reformada:
Este capítulo culmina com a justiça de Deus sendo executada. O Senhor reverte o mal planejado contra seu povo e castiga o ímpio com a mesma arma que preparara contra o justo. A teologia reformada destaca a fidelidade da aliança divina: Deus não abandona os que lhe pertencem, mas executa juízo contra seus inimigos. A história reforça o tema da retribuição justa segundo a vontade soberana de Deus.
SÍNTESE TEOLÓGICA.
Ester 4 a 7 evidenciam a soberania e a providência de Deus operando nos bastidores da história. Ainda que o nome de Deus não seja mencionado diretamente, sua mão conduz cada evento, do jejum dos judeus à insônia do rei. Deus usa instrumentos humanos, como Ester e Mardoqueu, para preservar seu povo da destruição. A história demonstra que Deus governa sobre os reis e inclina seus corações, honra os que o temem e executa juízo contra os ímpios. Tudo coopera para o cumprimento de seu propósito eterno em favor de seu povo da aliança. A fidelidade divina resplandece em meio à crise, fortalecendo a confiança na providência redentora que aponta para Cristo, o verdadeiro mediador e libertador do povo de Deus.
TEXTO DEVOCIONAL.
Nos capítulos 4 a 7 de Ester, vemos a mão invisível de Deus conduzindo a história com sabedoria e poder. Quando tudo parecia perdido, o Senhor levanta Ester para interceder e usa até mesmo uma noite de insônia para exaltar o justo e humilhar o ímpio. A história nos encoraja a confiar em Deus em tempos de adversidade, certos de que Ele está operando, mesmo quando não o vemos. Seu cuidado com seu povo é constante, e sua justiça prevalecerá. Assim como Deus guardou os judeus em Susã, Ele preserva hoje sua igreja para a glória de Cristo.
ORAÇÃO.
Senhor, louvamos tua fidelidade e teu cuidado providencial sobre teu povo. Em tempos de medo e ameaça, ajuda-nos a confiar em tua soberania. Dá-nos coragem, como deste a Ester, para agir em favor do bem e da justiça. Humilha os orgulhosos e exalta os que te temem. Que possamos viver com confiança em teu governo, certos de que estás conduzindo todas as coisas para o bem daqueles que te amam. Em nome de Jesus, amém.

Ester 4 a 7: A providência de Deus em meio à ameaça contra o povo do pacto sob CC BY-NC-ND 4.0, © 2025 por Instituto Genebra de Estudos Reformados.
“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9).
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