Ester 1 a 3: A providência de Deus na ascensão de Ester e na preservação do seu povo.

Tempo de leitura: 5 minutos.

ESTER 1: O BANQUETE DE ASSUERO E A QUEDA DA RAINHA VASTI.

Tópico central: A soberania de Deus na remoção de Vasti e na preparação do caminho para Ester.

Personagens principais: Assuero, Vasti, sete príncipes da Pérsia e da Média.

Lugares principais: Susã, o palácio real.

O banquete real:

O rei Assuero, no terceiro ano do seu reinado, oferece um grande banquete para os seus príncipes e servos. Ele exibe as riquezas do seu reino e o esplendor da sua majestade por cento e oitenta dias, seguido de um banquete de sete dias para todo o povo de Susã.

A recusa de Vasti:

Durante o banquete, Assuero manda chamar a rainha Vasti para mostrar sua formosura aos presentes. Ela se recusa a obedecer, o que resulta em sua deposição como rainha, conforme o conselho dos sábios do reino.

Teologia reformada:

Mesmo que o nome de Deus não seja mencionado neste capítulo, Sua providência é evidente. A destituição de Vasti, causada por sua recusa, não foi mero acaso, mas parte do plano divino para preparar a ascensão de Ester. Deus governa até os corações dos reis (Pv 21.1) e usa os eventos da história para cumprir seus desígnios eternos, inclusive por meio das ações ímpias dos homens.

ESTER 2: A ESCOLHA DE ESTER COMO RAINHA.

Tópico central: A providência graciosa de Deus na exaltação de Ester, uma judia, à posição de rainha.

Personagens principais: Ester (Hadassa), Mordecai, Assuero, Hegai.

Lugares principais: Susã, o palácio real.

A busca por uma nova rainha:

Após a destituição de Vasti, busca-se uma nova rainha entre as virgens do reino. Entre elas está Ester, uma jovem judia criada por seu primo Mordecai. Ela é levada ao palácio e agrada ao encarregado Hegai, recebendo tratamento especial.

A ascensão de Ester:

Ester agrada ao rei Assuero mais do que todas as outras moças, e ele a coroa como rainha no sétimo ano do seu reinado. Mordecai, nesse ínterim, descobre uma conspiração contra o rei e salva-lhe a vida, sendo isso registrado nos anais do reino.

Teologia reformada:

A teologia reformada enxerga a mão providencial de Deus conduzindo os eventos em silêncio. Mesmo em terra estrangeira, entre pagãos, Deus preserva um remanescente fiel e exalta os humildes segundo seus propósitos soberanos. A posição de Ester como rainha não é fruto de sorte ou beleza apenas, mas do decreto eterno de Deus, que utiliza meios ordinários para cumprir planos extraordinários.

ESTER 3: A ASCENSÃO DE HAMÃ E O DECRETO DE ANIQUILAÇÃO DOS JUDEUS.

Tópico central: A maldade dos ímpios e a fidelidade do povo de Deus em meio à perseguição.

Personagens principais: Assuero, Hamã, Mordecai.

Lugares principais: Susã, o palácio real.

A promoção de Hamã:

Hamã, descendente de Agague e inimigo dos judeus, é promovido por Assuero a uma posição de autoridade. Todos devem se inclinar diante dele, mas Mordecai, por fidelidade ao seu Deus, recusa-se a prestar-lhe tal honra.

A ira de Hamã e o decreto real:

Ofendido, Hamã procura destruir não apenas Mordecai, mas todo o povo judeu. Ele lança sortes (Pur) para determinar o dia da destruição e convence o rei a assinar um decreto de extermínio, oferecendo grandes somas de dinheiro para a execução.

Teologia reformada:

Este capítulo ressalta a doutrina da inimizade entre a semente da mulher e a semente da serpente (Gn 3.15). Hamã representa os inimigos do povo de Deus ao longo da história da redenção. No entanto, mesmo diante do perigo mortal, Deus continua soberano. Nada escapa ao seu controle, e até os decretos dos reis ímpios são usados para manifestar seu poder e fidelidade. A fé de Mordecai é um exemplo da perseverança dos santos em tempos de tribulação.

SÍNTESE TEOLÓGICA.

Os capítulos 1 a 3 do livro de Ester, embora silenciosos quanto à menção direta do nome de Deus, evidenciam de forma poderosa a Sua providência. A deposição de Vasti, a elevação de Ester e o decreto de Hamã fazem parte de um plano divino maior, que visa a preservação do povo de Deus e a revelação do seu cuidado soberano. Deus dirige os corações dos reis, controla as decisões dos homens e age em favor dos seus escolhidos. A oposição do mundo contra os santos não surpreende ao Senhor, pois Ele decreta e realiza tudo conforme o conselho da Sua vontade (Ef 1.11).

TEXTO DEVOCIONAL.

Nestes primeiros capítulos de Ester, vemos como Deus opera nos bastidores da história. Em meio a festas, decisões políticas e conspirações, o Senhor prepara o caminho para a salvação do seu povo. Assim como Ester foi exaltada por Deus para um propósito específico, somos lembrados de que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. Quando parece que os ímpios prevalecem, a fé reformada nos assegura que Deus permanece no trono, governando com justiça e sabedoria.

ORAÇÃO.

Senhor, louvamos tua providência invisível mas eficaz. Mesmo quando não compreendemos os caminhos pelos quais nos conduzes, confiamos que estás agindo para o bem do teu povo e para a glória do teu nome. Ajuda-nos a perseverar na fé, mesmo quando os inimigos se levantam contra nós. Que nossa confiança esteja sempre firmada em ti, que reinas soberano sobre reis, decretos e nações. Em nome de Jesus, amém.


Ester 1 a 3: A providência de Deus na ascensão de Ester e na preservação do seu povo sob CC BY-NC-ND 4.0, © 2025 por Instituto Genebra de Estudos Reformados.

“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9).


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