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ESDRAS 3: O ALTAR REEDIFICADO E OS FUNDAMENTOS DO TEMPLO RESTABELECIDOS.
Tópico central: O retorno ao culto verdadeiro e a centralidade da adoração a Deus no meio do povo restaurado.
Personagens principais: Zorobabel, Jesua (filho de Jozadaque), os levitas.
Lugares principais: Jerusalém, o altar de Deus de Israel, o local do templo.
O altar é reerguido:
Após o retorno do cativeiro, o povo se reúne como um só homem em Jerusalém. Zorobabel e Jesua lideram a reedificação do altar sobre as suas bases originais, apesar do temor diante dos povos da terra. Sacrificam ao Senhor, celebram as festas conforme a lei e estabelecem o culto com os holocaustos diários.
Os fundamentos do templo são lançados:
Com ordem e cuidado, os levitas supervisionam a obra. Ao lançarem os fundamentos, há grande júbilo entre os jovens e choro entre os anciãos, pois uns se alegram pela restauração e outros se lembram da glória passada.
Teologia reformada:
Este capítulo exalta a centralidade do culto prescrito por Deus como o fundamento da vida do povo da aliança. O retorno à verdadeira adoração revela a prioridade espiritual do povo regenerado. O contraste entre alegria e lamento manifesta a tensão entre a restauração parcial no tempo presente e a expectativa escatológica plena. A reconstrução do altar aponta para Cristo, o sacrifício perfeito e centro da adoração neotestamentária.
ESDRAS 4: A OPOSIÇÃO À RESTAURAÇÃO.
Tópico central: A resistência do mundo à obra de Deus e a perseverança dos fiéis diante da oposição.
Personagens principais: Os adversários de Judá e Benjamim, Zorobabel, Jesua, Artaxerxes.
Lugares principais: Jerusalém, Samaria, reino da Pérsia.
A falsa aliança e a recusa de Zorobabel:
Os inimigos do povo de Deus, que adoravam falsamente, propõem-se a ajudar na construção. Zorobabel e os chefes rejeitam firmemente, reconhecendo que a obra pertence apenas ao povo da aliança.
A oposição se intensifica:
Os adversários tentam desanimar os edificadores e contratam conselheiros para frustar os planos. Durante o reinado de Assuero e depois de Artaxerxes, enviam acusações escritas contra Jerusalém, retratando o povo como rebelde.
A obra é paralisada:
O rei ordena que a construção cesse, e os inimigos apressam-se em fazê-la parar pela força. Assim, a obra do templo fica interrompida até o segundo ano de Dario.
Teologia reformada:
A teologia reformada reconhece que a igreja militante enfrentará contínua oposição do mundo. O capítulo revela o conflito entre a cidade de Deus e a cidade dos homens, e destaca a fidelidade dos líderes da aliança ao rejeitarem compromissos com falsos adoradores. Mesmo diante da perseguição, a soberania de Deus continua firme, e nada impedirá o cumprimento de seus decretos eternos.
ESDRAS 5: A REINÍCIO DA CONSTRUÇÃO DO TEMPLO.
Tópico central: O encorajamento profético e a fidelidade à Palavra de Deus fortalecem o povo para continuar a obra.
Personagens principais: Zorobabel, Jesua, Ageu, Zacarias, Tatenai (governador daquém do rio), Dario (rei da Pérsia).
Lugares principais: Jerusalém, Pérsia.
O encorajamento profético:
Os profetas Ageu e Zacarias falam em nome de Deus e fortalecem o povo. Zorobabel e Jesua retomam a obra, agora com renovado zelo e confiança na promessa divina.
A oposição se renova, mas com limites:
Tatenai e outros oficiais do império questionam os líderes judeus, exigindo saber quem os autorizou a reconstruir. Apesar disso, Deus frustra o intento dos inimigos, e os olhos do Senhor estão sobre os anciãos de Judá.
Carta a Dario:
Os oficiais persas escrevem a Dario pedindo confirmação sobre o decreto de Ciro. Eles relatam fielmente a origem do projeto, mencionando que o templo está sendo reerguido por ordem do próprio rei Ciro e por fidelidade do povo ao Deus dos céus.
Teologia reformada:
A retomada da construção, impulsionada pela Palavra profética, mostra que a edificação do povo de Deus só pode prosseguir mediante a revelação divina. A segurança dos fiéis está na aliança e nas promessas de Deus, e não no favor humano. O cuidado providencial de Deus é visto no fato de que nenhum decreto imperial pode frustrar seu plano. A Palavra sempre se cumpre.
SÍNTESE TEOLÓGICA.
Esdras 3 a 5 revela a fidelidade de Deus à sua aliança, mesmo após o juízo do exílio. A restauração do altar e do templo aponta para a necessidade do culto verdadeiro conforme a Palavra. A oposição dos inimigos evidencia o conflito constante entre o povo de Deus e o mundo, mas a continuação da obra demonstra que o Senhor governa sobre reis e nações. A reconstrução do templo prefigura Cristo, o verdadeiro templo, por meio de quem a adoração é restaurada em espírito e em verdade. A perseverança dos fiéis é sustentada não por poder humano, mas pela Palavra de Deus e pela ação do Espírito.
TEXTO DEVOCIONAL.
Nos capítulos 3 a 5 de Esdras, vemos a importância de colocar a adoração a Deus em primeiro lugar. Mesmo diante do medo e da oposição, o povo ergue o altar e retoma a construção do templo. Somos lembrados de que a verdadeira adoração não depende de circunstâncias favoráveis, mas da obediência à Palavra de Deus. Ainda hoje, o povo de Deus enfrenta resistência, mas deve continuar firme, confiando em sua soberania e no poder da sua Palavra para sustentar e conduzir a igreja.
ORAÇÃO.
Senhor, agradecemos por tua fidelidade que permanece mesmo após a disciplina. Ensina-nos a valorizar tua presença e a centralidade do culto que te é devido. Dá-nos coragem para resistir às pressões do mundo e perseverar na obra que nos confiaste. Fortalece-nos com tua Palavra, assim como fortaleceste o povo no tempo de Esdras. Que Cristo, nosso verdadeiro templo, seja o centro de nossa adoração e esperança. Em nome de Jesus, amém.

Esdras 3 a 5: A restauração do culto e a oposição ao povo de Deus sob CC BY-NC-ND 4.0, © 2025 por Instituto Genebra de Estudos Reformados.
“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9).
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