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2 CRÔNICAS 19: JOSAFÁ PROMOVE A JUSTIÇA DE DEUS.
Tópico central: A correção divina leva o rei piedoso a fortalecer o temor do Senhor e a justiça no reino.
Personagens principais: Josafá, Jeú, levitas, juízes.
Lugares principais: Jerusalém, Judá.
Repreensão e reforma:
Após sua aliança com Acabe, Josafá é repreendido por Jeú, o vidente, que afirma: “Devias tu ajudar ao ímpio, e amar aqueles que aborrecem ao Senhor?” (v. 2). Josafá se arrepende e se empenha em promover justiça em todo o reino.
Estabelecimento de juízes e levitas:
Josafá estabelece juízes em todas as cidades fortificadas, com a orientação de julgar não para os homens, mas “para o Senhor” (v. 6). Em Jerusalém, ele organiza os levitas e príncipes para lidarem com causas maiores, instruindo-os a agirem com fidelidade e temor de Deus.
Teologia reformada:
O capítulo demonstra a importância do governo civil e eclesiástico atuarem com base na justiça divina, e não em conveniência política. A Reforma Protestante restaurou a consciência de que toda autoridade deve servir ao Senhor e aplicar sua Lei com equidade, refletindo seu caráter santo.
2 CRÔNICAS 20: A VITÓRIA VEM DO SENHOR.
Tópico central: Em meio à ameaça, o povo de Deus vence ao buscar o Senhor com fé e adoração.
Personagens principais: Josafá, Jaaziel, povo de Judá.
Lugares principais: Jerusalém, En-Gedi, fronteiras de Moabe e Amom.
A ameaça dos inimigos e o clamor do rei:
Uma grande multidão dos amonitas e moabitas avança contra Judá. Josafá temeu, mas “pôs-se a buscar ao Senhor” (v. 3), proclamando um jejum nacional. Em oração, ele reconhece a soberania de Deus e confessa sua total dependência: “Em nós não há força… porém os nossos olhos estão postos em ti” (v. 12).
A resposta divina e a vitória sobrenatural:
Jaaziel, cheio do Espírito, proclama que “a peleja não é vossa, senão de Deus” (v. 15). Ao colocarem cantores à frente do exército, o Senhor causa confusão entre os inimigos, que se destroem mutuamente. O povo recolhe os despojos durante três dias.
Teologia reformada:
A vitória espiritual é conquistada pela fé e pela submissão à vontade de Deus. O culto, com oração, jejum e louvor, é arma poderosa do povo pactual. A Reforma restaurou a centralidade do culto e da dependência da Palavra. Este capítulo aponta para a soberania divina mesmo nas crises nacionais.
2 CRÔNICAS 21: APOSTASIA E JUÍZO NO REINADO DE JEORÃO.
Tópico central: A infidelidade do rei conduz o povo à idolatria e atrai o juízo de Deus.
Personagens principais: Jeorão, Elias, filisteus, arábios.
Lugares principais: Judá, Jerusalém.
O reinado perverso:
Jeorão, filho de Josafá, mata todos os seus irmãos ao assumir o trono. Anda nos caminhos dos reis de Israel, casa-se com uma filha de Acabe e promove idolatria. Por causa disso, o profeta Elias envia-lhe uma carta profetizando sua queda, pragas e enfermidade.
O juízo de Deus:
O Senhor desperta contra ele os filisteus e arábios, que saqueiam Judá e levam seus filhos e bens. Por fim, Jeorão sofre uma dolorosa enfermidade intestinal, morre sem deixar saudades e é enterrado sem honra.
Teologia reformada:
Este capítulo retrata a queda de um reino que se corrompe com idolatria e alianças impuras. A fidelidade ao pacto exige rejeição das práticas pagãs. O juízo sobre Jeorão mostra que Deus zela por sua santidade, mesmo quando isso exige punir severamente os líderes do seu povo. A Palavra profética permanece fiel mesmo em tempos de grande apostasia.
2 CRÔNICAS 22: O GOVERNO DE ACASIAS E A VIOLÊNCIA DE ATALIA.
Tópico central: Quando os ímpios governam, o povo sofre; mas Deus preserva a linhagem messiânica.
Personagens principais: Acasias, Atalia, Jeú, Jeorão de Israel, sacerdotes.
Lugares principais: Judá, Samaria.
Acasias segue a casa de Acabe:
Acasias, filho de Jeorão, reina apenas um ano. Ele também anda nos caminhos da casa de Acabe, influenciado por sua mãe, Atalia, e se alia a Jeorão de Israel. Ambos são mortos por Jeú, como cumprimento do juízo divino contra a casa de Acabe.
O reinado sangrento de Atalia:
Atalia, ao ver seu filho morto, mata todos os descendentes reais para usurpar o trono. No entanto, Joás, ainda criança, é escondido por seis anos no templo do Senhor, preservando assim a linhagem real de Davi.
Teologia reformada:
A infidelidade dos reis e suas alianças com os ímpios resultam em desastre. No entanto, mesmo nos momentos mais sombrios, Deus preserva seu plano redentor. A preservação de Joás demonstra a fidelidade divina à aliança com Davi, que culminaria no Messias. A soberania de Deus governa a história mesmo por trás da maldade humana.
SÍNTESE TEOLÓGICA.
Os capítulos 19 a 22 mostram a tensão entre a justiça divina e a apostasia humana. Josafá demonstra como um rei piedoso deve agir, promovendo a justiça, a adoração e a confiança em Deus. Em contraste, Jeorão, Acasias e Atalia mostram o declínio moral e espiritual quando se rejeita a aliança do Senhor. No entanto, mesmo na apostasia, Deus preserva seus eleitos e mantém viva a promessa messiânica. Isso revela a fidelidade do Senhor à sua Palavra e à sua Igreja.
TEXTO DEVOCIONAL.
A vida cristã é marcada por momentos de reforma e de tentação. Somos chamados a confiar em Deus como Josafá, a rejeitar alianças perigosas como as de Acasias, e a manter viva a esperança mesmo quando o mal parece triunfar. O Senhor governa com justiça, preserva os seus e nunca falha em suas promessas.
ORAÇÃO.
Senhor, concede-nos corações sinceros que confiem em ti em todas as batalhas. Livra-nos da idolatria, da aliança com os ímpios e da corrupção que destrói o teu povo. Fortalece-nos para andarmos na tua justiça e preserva em nós o temor do Senhor. Que tua verdade e tua promessa jamais se apaguem de nossas vidas. Em Cristo oramos, amém.

2 Crônicas 19 a 22: Justiça, idolatria e o juízo do Senhor sob CC BY-NC-ND 4.0, © 2025 por Instituto Genebra de Estudos Reformados.
“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9).
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