Ore como John Knox.

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A história da Reforma Protestante está repleta de homens usados por Deus com coragem, fé e devoção. Um desses homens foi John Knox, o reformador escocês cuja vida de oração sacudiu os alicerces espirituais de sua nação. Muito mais do que um pregador ousado ou líder eclesiástico, Knox foi um homem cuja intimidade com Deus moldou o curso da história. Este texto nos convida a conhecer sua trajetória, seu legado de fé e, sobretudo, a força de suas orações — orações que, segundo a própria rainha da Escócia, eram mais temidas do que exércitos inteiros.

John Knox nasceu na Escócia por volta de 1514, apenas três anos antes do início da Reforma Protestante na Alemanha, em 1517. Convertido do catolicismo romano ao protestantismo em 1543, Knox viveu numa época em que seguir a Cristo era, muitas vezes, uma escolha perigosa. Quando Maria Tudor (conhecida como “Maria, a Sanguinária” por sua implacável perseguição aos protestantes) tornou-se rainha em 1553, Knox, que se encontrava na Inglaterra, foi forçado a se esconder. Acabou em Genebra, onde conheceu João Calvino, que se tornaria seu mentor. Em 1559, um ano após a morte de Maria e a ascensão da rainha protestante Elizabeth, Knox retornou à Escócia. Ali permaneceu, conduzindo a Reforma da Igreja até sua morte, em 1572.

Hoje, Knox é lembrado como o líder da Reforma Protestante na Escócia e o fundador do presbiterianismo escocês. No entanto, muitos não sabem que, ao final de seu ministério, ele era mais conhecido por sua vida de oração do que por qualquer outra atividade. A devota rainha católica Maria da Escócia teria dito: “Temo mais as orações de John Knox do que todos os exércitos reunidos da Europa”. Por que ela teria dito isso? Porque viu o impacto da oração de Knox. Do ponto de vista humano, foi a oração de Knox que acendeu a chama da Reforma na Escócia. Sua oração tornou-se o combustível de um contínuo avivamento espiritual entre o povo de Deus.

Dentre todas as suas súplicas, talvez a mais citada seja: “Dá-me a Escócia, ou eu morro”. Essa não era uma oração arrogante, mas um clamor apaixonado, que expressava seu profundo desejo pela conversão dos escoceses. A oração de Knox refletia sua grande confiança em Deus. Um de seus lemas era: “Um homem com Deus está sempre em maioria”. Sua súplica também ecoa a oração do apóstolo Paulo em Romanos 10.1: “O desejo do meu coração e a minha súplica a Deus a favor deles são para que sejam salvos”. Será que temos o mesmo anseio pelos nossos compatriotas? Quando foi a última vez que oramos pelo nosso país, como Knox orava pelo seu? Temos, de fato, intercedido pela conversão do nosso povo?

Knox manteve-se em oração até o fim de sua vida. Em suas últimas horas, “dedicava-se intensamente à meditação e à oração. Estas palavras estavam frequentemente em seus lábios”: “Vem, Senhor Jesus. Doce Jesus, em Tuas mãos entrego o meu espírito. Sê misericordioso, Senhor, com Tua Igreja, que resgataste. Dá paz a esta nação aflita. Levanta pastores fiéis para cuidarem de Tua Igreja. Concede-nos, Senhor, um ódio perfeito ao pecado, tanto pelos sinais da tua ira quanto pela tua misericórdia”.

“Concede-nos, Senhor, um ódio perfeito ao pecado” – que oração piedosa de Knox!

De fato, após sua morte em 24 de novembro de 1572, aos cerca de 58 anos, seu contemporâneo, o Reitor Smeaton, disse: “Não sei se Deus já colocou um espírito tão piedoso e grandioso num corpo tão pequeno e frágil”. Knox não foi um homem perfeito, mas sua vida de oração ainda nos ensina muito.


Por: Brian G. Najapfour ©️ 2020, Reformation Heritage Books. Todos os direitos reservados. Fonte: Pray Like John Knox. Tradução e edição: Samuel Sousa Gomes. Abril/2025.


Ore como John Knox sob CC BY-NC-ND 4.0, © 2025 por Instituto Genebra de Estudos Reformados.

“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9).


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