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2 REIS 17: A QUEDA DE ISRAEL E O CATIVEIRO ASSÍRIO.
Tópico central: O juízo de Deus sobre a desobediência persistente de Israel.
Personagens principais: Oseias, Salmaneser, rei da Assíria, os profetas do Senhor.
Lugares principais: Samaria, Assíria.
A rebelião de Israel e o cerco de Samaria:
Oseias torna-se rei de Israel e faz o que é mau diante do Senhor, embora não tanto quanto os reis anteriores. Ele conspira contra a Assíria, mas é capturado. Salmaneser, rei da Assíria, cerca Samaria por três anos.
A queda de Samaria e o cativeiro:
Samaria é tomada, e Israel é levado em cativeiro para a Assíria. O texto explica detalhadamente as razões para essa punição: Israel pecou contra o Senhor, imitou as práticas das nações, adorou ídolos e rejeitou as advertências dos profetas enviados por Deus.
A mistura de povos e a corrupção religiosa:
O rei da Assíria envia povos estrangeiros para habitar em Samaria. Eles praticam uma mistura de adoração ao Senhor e idolatria, corrompendo ainda mais a fé verdadeira.
Teologia reformada:
O capítulo ensina que Deus é justo e fiel à sua aliança: Ele advertiu repetidamente Israel, mas, diante da persistente rebelião, aplicou o juízo prometido. A fidelidade de Deus se manifesta tanto em sua misericórdia ao enviar profetas quanto em sua justiça ao punir a iniquidade.
2 REIS 18: A FIDELIDADE DE EZEQUIAS E O DESAFIO DA ASSÍRIA.
Tópico central: A confiança em Deus em meio à ameaça dos inimigos.
Personagens principais: Ezequias, Senaqueribe, Rabsaqué, Isaías.
Lugares principais: Jerusalém, Judá.
O reinado justo de Ezequias:
Ezequias reina em Judá e é descrito como um dos reis mais fiéis ao Senhor. Ele remove os altos, destrói os ídolos, confia plenamente no Senhor e guarda os mandamentos. Por isso, Deus é com ele, e ele prospera.
A ameaça da Assíria:
Senaqueribe, rei da Assíria, invade Judá e toma várias cidades fortificadas. Ezequias tenta apaziguá-lo, pagando tributo, mas a Assíria continua sua agressão.
A afronta de Rabsaqué:
O general Rabsaqué, enviado por Senaqueribe, desafia o povo de Jerusalém, zombando da confiança deles em Deus e afirmando que nenhum deus das nações foi capaz de salvar seus povos da Assíria. Ele tenta semear o medo e a dúvida no coração do povo.
Teologia reformada:
Este capítulo ressalta a importância da confiança exclusiva em Deus em tempos de crise. A verdadeira segurança do povo de Deus não está em alianças humanas ou força militar, mas na fidelidade e poder do Senhor, que guarda e protege aqueles que nele confiam.
SÍNTESE TEOLÓGICA.
A síntese teológica de 2 Reis 17 e 18 revela a fidelidade e a justiça de Deus em sua aliança. Israel, apesar das repetidas advertências divinas, persiste no pecado e é justamente julgado, enquanto Judá, sob o governo fiel de Ezequias, experimenta a bênção de Deus e sua proteção em meio às ameaças. Esses capítulos mostram que a idolatria leva à ruína, mas a fidelidade e a confiança em Deus trazem verdadeira segurança. A história aponta para a necessidade de um Salvador que, em perfeita fidelidade, resgataria o povo de Deus da escravidão do pecado.
TEXTO DEVOCIONAL.
Em 2 Reis 17 e 18, somos confrontados com as consequências da desobediência e da fidelidade. Israel, desprezando as advertências do Senhor, colhe a destruição; Judá, confiando no Senhor por meio de Ezequias, encontra esperança em meio à ameaça. Essa lição nos ensina que confiar em Deus, mesmo diante de circunstâncias assustadoras, é o caminho seguro. A fidelidade de Deus permanece, tanto no juízo como na salvação.
ORAÇÃO.
Senhor, reconhecemos tua justiça e tua fidelidade. Ajuda-nos a rejeitar toda forma de idolatria e a confiar somente em ti, mesmo em tempos de medo e provação. Que nossos corações permaneçam firmes, assim como Ezequias confiou em tua proteção. Ensina-nos a depender de tua graça e a caminhar em obediência aos teus mandamentos. Em nome de Jesus, amém.

2 Reis 17 e 18: O juízo de Deus sobre Israel e a fidelidade de Deus a Judá sob CC BY-NC-ND 4.0, © 2025 por Instituto Genebra de Estudos Reformados.
“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9).
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