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1 REIS 15: OS REINADOS DE ABIAS, ASA E NADABE.
Tópico central: O contraste entre reis que caminham segundo o coração de Deus e aqueles que seguem no pecado.
Personagens principais: Abias, Asa, Nadabe, Jeroboão, Baasa.
Lugares principais: Judá, Jerusalém, Israel, Tirza.
Abias, rei de Judá:
Abias reina sobre Judá por três anos. Ainda que seu coração não fosse perfeito perante o Senhor como o de Davi, por causa da aliança com Davi, Deus concede a ele um filho e mantém Jerusalém.
Asa, rei fiel de Judá:
Asa reina após Abias e faz o que é reto perante o Senhor, destruindo ídolos, removendo a idolatria e expulsando os sodomitas da terra. Ainda que os altos não fossem removidos totalmente, Asa demonstrou zelo pela adoração verdadeira e confiança em Deus.
Nadabe e Baasa, reis de Israel:
Nadabe, filho de Jeroboão, segue nos pecados do pai e é assassinado por Baasa, que usurpa o trono. Baasa extermina toda a casa de Jeroboão, cumprindo assim a palavra do Senhor por meio do profeta Aías.
Teologia reformada:
Este capítulo ilustra a fidelidade de Deus em preservar a linhagem davídica por amor à Sua aliança, mesmo diante da infidelidade dos reis. Também evidencia a justiça de Deus ao julgar os reis ímpios de Israel. A história de Asa aponta para a importância da reforma espiritual e da adoração verdadeira no meio do povo de Deus.
1 REIS 16: A DECADÊNCIA ESPIRITUAL DE ISRAEL E A ASCENSÃO DE ACABE.
Tópico central: O avanço da corrupção espiritual no reino do norte e o juízo de Deus sobre seus reis.
Personagens principais: Baasa, Jeú, Elá, Zinri, Onri, Acabe.
Lugares principais: Israel, Tirza, Samaria.
Juízo sobre Baasa:
Baasa reina sobre Israel mas anda nos caminhos de Jeroboão. O profeta Jeú declara o juízo de Deus sobre sua casa, assim como havia ocorrido com Jeroboão. Deus condena o pecado persistente da idolatria e da liderança perversa.
Elá, Zinri e o caos no trono:
Elá, filho de Baasa, reina por dois anos antes de ser assassinado por Zinri, que também extermina toda a casa de Baasa. Zinri, por sua vez, reina apenas sete dias antes de se suicidar, cercado por Onri. A instabilidade política reflete o caos espiritual de Israel.
Onri e a fundação de Samaria:
Onri prevalece sobre Tibni, tornando-se rei. Ele compra o monte de Samaria e funda a nova capital do reino. Contudo, continua praticando o mal diante de Deus.
Acabe, o pior de todos:
Acabe, filho de Onri, torna-se rei e excede em maldade a todos os que vieram antes dele. Casa-se com Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios, e introduz oficialmente o culto a Baal em Israel, construindo um altar para ele em Samaria.
Teologia reformada:
Este capítulo mostra o declínio progressivo da nação de Israel sob reis que rejeitam a Palavra de Deus. A fidelidade de Deus em julgar o pecado e manter Sua palavra profética se destaca. O avanço da idolatria de Baal representa a rejeição da aliança com Deus e prepara o cenário para o ministério profético de Elias.
1 REIS 17: ELIAS, O PROFETA DO DEUS VIVO.
Tópico central: Deus preserva seu profeta e manifesta seu poder soberano sobre a vida e a morte.
Personagens principais: Elias, Acabe, a viúva de Sarepta, o filho da viúva.
Lugares principais: Samaria, Querite, Sarepta (Sidom).
A seca decretada por Elias:
Elias, o tisbita, profetiza que não haverá orvalho nem chuva em Israel, a não ser por sua palavra, como juízo de Deus contra a idolatria de Acabe e Jezabel. Essa seca demonstra que é o Senhor, e não Baal, quem controla a natureza.
O sustento de Elias pelo corvo:
Deus envia Elias ao ribeiro de Querite, onde é sustentado miraculosamente por corvos que lhe trazem pão e carne. O cuidado providencial de Deus mostra que Ele não abandona seus servos, mesmo em tempos de crise.
Elias na casa da viúva de Sarepta:
Após a seca secar o ribeiro, Elias é enviado a Sarepta, onde é sustentado por uma viúva gentílica. Deus multiplica o azeite e a farinha da casa dela em resposta à fé e obediência. Quando o filho da viúva morre, Elias ora, e Deus o ressuscita, mostrando seu poder sobre a morte.
Teologia reformada:
O capítulo enfatiza a soberania e providência de Deus, que sustenta seus profetas mesmo em tempos de apostasia. Elias representa a voz profética fiel em meio à idolatria nacional. O poder de Deus sobre a criação e sobre a morte aponta para sua autoridade absoluta. A bênção sobre a viúva gentia antecipa o alcance da graça divina para além de Israel, preparando o caminho para a inclusão dos gentios no plano redentor de Deus.
SÍNTESE TEOLÓGICA.
Os capítulos 15 a 17 de 1 Reis revelam a fidelidade de Deus em meio à infidelidade dos homens. Enquanto reis de Israel se afundam cada vez mais na idolatria, e Judá tem seus altos e baixos, Deus continua cumprindo sua aliança com Davi, preservando a linhagem messiânica. O surgimento de Elias marca uma nova fase: a confrontação profética com o culto a Baal e a reafirmação da soberania divina. A narrativa aponta para Cristo, o verdadeiro Rei e Profeta, que também enfrentou a rejeição dos homens e revelou o poder do Deus vivo.
TEXTO DEVOCIONAL.
A história desses capítulos nos lembra que, mesmo quando a liderança humana falha, Deus permanece fiel à sua Palavra e ao seu povo. Ele levanta servos fiéis como Elias para proclamar sua verdade. Assim como sustentou Elias no deserto e multiplicou o pão da viúva, o Senhor cuida dos que confiam nele. Devemos rejeitar os ídolos do nosso tempo e confiar na soberania de Deus, que reina sobre todas as coisas e continua a operar sua obra redentora em meio às crises.
ORAÇÃO.
Senhor Deus, reconhecemos tua fidelidade e soberania em todas as gerações. Mesmo quando os homens se afastam, tu permaneces firme, cuidando dos teus servos e sustentando a tua aliança. Ajuda-nos a permanecer fiéis em meio à infidelidade do mundo ao nosso redor. Dá-nos coragem para proclamar tua verdade com ousadia, como Elias, e confiar em teu cuidado providencial. Em nome de Jesus, amém.

1 Reis 15 a 17: A fidelidade de Deus em meio à infidelidade dos reis de Israel e Judá sob CC BY-NC-ND 4.0, © 2025 por Instituto Genebra de Estudos Reformados.
“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9).
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