Tempo de leitura: 03 minutos.
Semana 49: Tratando o sintoma.
Por John D. Barry.
Leituras bíblicas: Deuteronômio 7.1–8.20; 2Coríntios 2.12–17; Salmo 34.1–22.
Frequentemente, subestimo o tempo necessário para realizar algo. Penso que uma tarefa levará apenas uma hora, mas, na realidade, exige duas. Essa tendência revela um problema maior: a inclinação para minimizar a gravidade de certas situações. Na medicina, isso é conhecido como tratar os sintomas em vez da doença. No contexto do ministério de rua, equivale a retirar os viciados das ruas sem abordar as raízes de seu vício.
Os viciados muitas vezes racionalizam o pecado, que acaba consumindo suas vidas e definindo quem são. Se formos honestos conosco mesmos, veremos que, assim como eles, também nos sentimos atraídos pelas “áreas cinzentas”. Temos a tendência de ultrapassar limites, justificando nossas escolhas com argumentos de liberdade, racionalidade ou conformidade cultural.
Em Deuteronômio 7.1-8.20, Moisés é categórico ao advertir o povo de Israel sobre ultrapassar limites. Ele orienta os israelitas a manterem distância dos estrangeiros que adoram outros deuses, alertando que isso poderia corromper sua adoração ao Senhor: “Pois elas fariam com que teus filhos se desviassem de mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do Senhor se acenderia contra vós outros e depressa vos destruiria” (Dt 7.4).
Paulo faz um alerta semelhante em 2Coríntios 6.14: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão da luz com as trevas?”. Essa advertência reflete a visão bíblica de que, aos olhos de Deus, o mundo é mais preto e branco do que frequentemente estamos dispostos a admitir.
Em 2Coríntios 2.15, Paulo afirma: “Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem”. Os seguidores de Cristo devem ser o agradável perfume da obra e da bondade de Deus no mundo. No entanto, isso só é possível quando vivem na luz de Deus. A corrupção contamina tudo o que toca. Somos chamados a levar a luz à escuridão, sem nos tornarmos parte dela. Interagir com a cultura e com aqueles que não creem não significa nos conformarmos a eles.
Quando identificamos um sintoma, precisamos reconhecer a doença que o causa. Somos todos, de certa forma, viciados metafóricos. A diferença entre os seguidores de Cristo e o restante do mundo é que reconhecemos nossa condição e buscamos Cristo, o único capaz de nos curar e salvar.
Perguntas para reflexão.
1. Quais “áreas cinzentas” em sua vida podem estar servindo como justificativas para escolhas que não agradam a Deus? Como você pode buscar a luz de Cristo para superar essas tendências?
2. De que maneiras você tem sido o “bom perfume de Cristo” no ambiente em que vive? Existe alguma área em que você precise evitar se conformar com a cultura para refletir melhor a luz de Deus?
Bibliografia.
BARRY, John D., Connect the Testaments: A One-Year Daily Devotional with Bible Reading Plan. Bellingham, WA Lexham Press: 2012.

Semana 49: Tratando o sintoma está licenciado sob CC BY-NC-ND 4.0 © 2024 por Instituto Genebra de Estudos Reformados.
“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9).
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