Pergunta 07: O que são os decretos de Deus?
Resposta: Os decretos de Deus são o seu eterno propósito, segundo o conselho da sua vontade, pelo qual, para sua própria glória, ele preordenou tudo o que acontece[1].
PROVAS BÍBLICAS:
Prova 01:
- Romanos 11.36: Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!
- Efésios 1.4–6: Assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado.
- Efésios 1.11: Nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade.
- Atos dos Apóstolos 2.23: Sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos.
- Atos dos Apóstolos 17.26: De um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação.
- João 21.19: Disse isto para significar com que gênero de morte Pedro havia de glorificar a Deus. Depois de assim falar, acrescentou-lhe: Segue-me.
- Isaías 44.28: Que digo de Ciro: Ele é meu pastor e cumprirá tudo o que me apraz; que digo também de Jerusalém: Será edificada; e do templo: Será fundado.
- Atos dos Apóstolos 13.48: Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna.
- 1Coríntios 2.7: Mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória.
- Efésios 3.10–11: Para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais, segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Comentário.
Os decretos de Deus são seus propósitos, ou seja, aquilo que ele determinou desde a eternidade fazer. A resposta a esta pergunta nos revela que tudo o que acontece foi imutavelmente pré-ordenado, ou seja, pré-determinado por Deus. Em outras palavras, nada acontece por acaso. Tudo ocorre pela execução soberana e providencial dos decretos divinos. Além disso, seus decretos não são influenciados por nenhum fator externo. Eles são decretados de acordo com sua infinita sabedoria e para sua própria glória.
Os decretos de Deus podem ser categorizados em dois tipos: gerais e especiais. Por seus decretos gerais, Deus determinou todas as coisas, suas ações e movimentos – não apenas as boas ações, mas também aquelas que, do ponto de vista humano, podem não parecer boas (Ef 1.11; At 2.23; 4.27-28; Pv 16.4). No entanto, Deus não é o autor do pecado (Tg 1.13, 17; 1Jo 1.5), e o homem não é menos responsável pelo seu pecado, pois os decretos de Deus não envolvem uma manipulação externa do coração dos pecadores. Os pecadores pecam por causa das suas próprias inclinações malignas e, portanto, são responsáveis por suas ações (cf. Mc 14.21).
Os decretos especiais de Deus incluem a eleição soberana e a predestinação de alguns homens e anjos para a vida eterna, bem como a reprovação de outros para a condenação. Desta forma, Deus faz todas as coisas cooperarem para o bem daqueles que o amam (que foram de fato preordenados para amá-lo), e para demonstrar sua justiça contra aqueles que o odeiam (que foram de fato ordenados para a condenação desde o começo). Por meio dos decretos soberanos de Deus, os eleitos são finalmente levados a crer no Senhor Jesus Cristo e são preservados até o fim. Os réprobos, por outro lado, são deixados para perecer em seus próprios pecados, para louvor de sua própria glória e de sua infinita justiça (Rm 9.21-22).
Perguntas para reflexão.
1. Como os decretos de Deus demonstram sua soberania e providência sobre todos os acontecimentos do universo?
2. De que maneira os decretos gerais de Deus englobam tanto as boas ações quanto aquelas que parecem más do ponto de vista humano?
3. Como podemos reconciliar a ideia de que Deus decreta todas as coisas com a responsabilidade humana pelo pecado, conforme explicado no texto?
4. O que diferencia os decretos gerais dos decretos especiais de Deus, e como esses decretos se manifestam na eleição e predestinação?
5. De que forma os decretos soberanos de Deus influenciam a vida dos eleitos e dos réprobos, e como isso reflete a justiça e a glória divina?
Bibliografia.
Assembleia de Westminster. O Breve Catecismo. 5ª ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2016.
MEADE, Starr. Training Hearts, Teaching Minds: Family Devotions Based on the Shorter Catechism. P&R Publishing, 2000, In: Logos Bible Software.
ROSS, Marianne. The Shorter Catechism Activity Book: Learning the Truth with Puzzles. Christian Focus, 2017, In: Logos Bible Software.
VINCENT, Thomas. The Shorter Catechism Explained from Scripture. Banner of Truth Trust, 2010, In: Logos Bible Software.
WATSON, Thomas. A fé cristã, estudos baseados no breve catecismo de Westminster. São Paulo: Cultura Cristã, 2009.
Westminster Assembly. The Shorter Catechism with Scripture Proofs. Banner of Truth Trust, 2010, In: Logos Bible Software.
WILLIAMSON, G. I. The Westminster Shorter Catechism: For Study Classes. Presbyterian and Reformed Publishing, 2003, In: Logos Bible Software.

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[Nota do Editor: Artigo atualizado em Junho de 2024. Publicado originalmente em 14 de Março de 2021].
“Pela palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9).
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