Doutrinas da Graça: Expiação Limitada

Definição da doutrina

A doutrina da expiação limitada ensina que Deus determinou que a morte de seu Filho fosse um sacrifício substitutivo para realmente efetuar a salvação dos eleitos somente. No caso da expiação limitada, o sacrifício de Cristo foi especificamente destinado a salvar os eleitos e somente os eleitos. Dizer que a expiação foi limitada não é dizer que a capacidade de Deus para salvar seu povo foi limitada, mas sim que a expiação sempre foi destinada a ser limitada aos eleitos.

“Pois esse foi o soberano conselho, a vontade graciosa e o propósito de Deus, o Pai, que a eficácia vivificante e salvífica da preciosíssima morte de seu Filho fosse estendida a todos os eleitos. Daria somente a eles a justificação pela fé e, por conseguinte, os traria infalivelmente à salvação. Isso quer dizer que foi da vontade de Deus que Cristo, por meio do sangue na cruz (pelo qual ele confirmou a nova aliança), redimisse efetivamente, de todos os povos, tribos, línguas e nações, todos aqueles e somente aqueles que foram escolhidos desde a eternidade para serem salvos e lhe foram dados pelo Pai”. (Os Cânones de Dort, cap. 2, art. 8).

A teoria arminiana da expiação ilimitada dá a entender que a morte de Cristo foi tão limitada no seu poder que ela não é, de modo algum, eficaz. Para o arminiano, o que torna a morte de Cristo eficaz não é o decreto divino, ou a morte de Cristo, nem mesmo a regeneração do Espírito Santo, mas o livre arbítrio do pecador em escolher. Desse modo, Jesus deveria ter dito: “ vós me escolheste a fim de que eu vos escolher”. Como o livre arbítrio pode ser conciliado com “não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós” (Jo 15.16) não é explicado pelo sistema arminiano.

Textos bíblicos

  • Mateus 1.21: Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.
  • Mateus 20.28: Tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.
  • João 3.16: Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça,mas tenha a vida eterna.
  • João 6.37: Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.
  • João 6.44: Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.
  • João 10.11–15: Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo, abandona as ovelhas e foge; então, o lobo as arrebata e dispersa. O mercenário foge, porque é mercenário e não tem cuidado com as ovelhas. Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas.
  • João 17.9: É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus.
  • Atos dos Apóstolos 20.28: Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue.
  • Efésios 5.25: Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela.

Bibliografia

Sínodo de Dort. Os cânones de Dort. São Paulo: Cultura Cristã, 2016, p. 32.

WRIGHT, R. K. McGregor, A soberania banida. 2ª ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2007, p. 106-107.



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