Doutrinas da Graça: Eleição Incondicional

Definição da doutrina

A doutrina da eleição incondicional ensina que Deus elege ou escolhe aqueles a quem ele vai salvar, sem levar em conta qualquer mérito ou condição da parte deles. Todos os pecadores merecem igualmente a morte – não há qualquer base na alma humana, na natureza humana caída, ou nas interações da natureza humana com a verdade do evangelho, que recomende o pecador a um Deus santo. Portanto, se Deus escolhe um pecador qualquer para a salvação, deve ser por razões encontradas especialmente em Deus, não no pecador.

Os arminianos, via de regra, tentam se livrar da doutrina da eleição incondicional afirmando a eleição condicional. Eles dizem que a eleição é uma realidade bíblica, mas que está condicionada à previsão da fé. Em outras palavras: Deus elegeu sim, mas ele fez isso porque previu de antemão a fé de alguns. Portanto, ele supostamente olhou para o futuro e viu os homens que creriam, elegendo-os então.

Isso, porém, levanta a seguinte pergunta: Quem fixou o futuro para o qual Deus olhou? Se foi ele mesmo (e ao crente não resta outra opção), por que, então, teve de consultá-lo? Além disso, se Deus fixou um futuro no qual algumas pessoas específicas creriam, isso não equivale a dizer que ele designou de antemão quem creria? Fica, pois, evidente que a proposta da eleição pela presciência não faz sentido algum.

Textos bíblicos

  • João 15.16: Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.
  • Atos dos Apóstolos 13.48: Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna.
  • Romanos 8.29: Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.
  • Romanos 9.11–13: E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama), já fora dito a ela: O mais velho será servo do mais moço. Como está escrito: Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú.
  • Efésios 1.4–5: Assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade.
  • Efésios 1.11: Nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade.
  • Efésios 2.8: Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus.
  • 2Tessalonicenses 2.13: Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade.
  • 2Timóteo 1.9: Que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos.

Bibliografia

GRANCONATO, Marcos, As Tocantes Verdades da Flor. São Paulo: Redenção Publicações, 2017, pp. 33-34.

WRIGHT, R. K. McGregor, A soberania banida. 2ª ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2007, p. 105.



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