Devocional 2023 – Semana 14

Semana 14: Rivalidades inesperadas

Por John D. Barry.

Leituras bíblicas: Gênesis 25; Mateus 18; Eclesiastes 5:12-20

No modo de sobrevivência, você deve competir contra qualquer coisa que possa atrapalhar sua sobrevivência. Competidores fortes, como atletas profissionais, muitas vezes não conseguem explicar seus atos quase desumanos sob pressão; adrenalina toma conta. A mesma coisa que os antigos usavam para escapar dos animais selvagens é o que nos faz vencer. No entanto, apesar de tudo de bom que advém de um instinto competitivo de sobrevivência, ele pode resultar em ostracismo para os outros. Esaú e Jacó, os filhos gêmeos de Isaque e Rebeca, nos lembram disso.

Da profecia de Yahweh em diante, sabemos que eles serão rivais: “Duas nações estão em teu ventre, e dois povos de dentro de ti se dividirão; um será mais forte que o outro, o mais velho servirá ao mais novo” (Gn 25.23). Yahweh não necessariamente desejava que os dois brigassem. Uma divisão nem sempre significa um relacionamento tenso, e a palavra “dividido” em hebraico não implica escárnio.

Aqueles de nós com irmãos sabem como o relacionamento pode ser frustrante, mas também sabemos que, quando os irmãos aprendem a se apreciar, eles podem ser um grande sistema de apoio e conforto em momentos de necessidade.

Como muitos irmãos, Jacó e Esaú são opostos: o mais velho ruivo e peludo quando nasceu – por isso seu nome é Esaú – e o mais novo, Jacó, que nasceu agarrando o calcanhar de seu irmão – seu nome significa “Aquele que pega pelo calcanhar” ou idiomaticamente, ‘um mordedor de tornozelo”. De fato, o mordedor de tornozelo governa seu irmão, mas seu irmão faz a escolha para que assim seja (Gn 25.29-34). Esaú, quando exausto (e provavelmente à beira da morte), cede a seus instintos de sobrevivência, permitindo que seu irmão competitivo assuma o comando.

Não há dúvida de que Jacó é um vigarista. Mas, além do escândalo, esta história nos ensina algo sobre o Senhor: quando algo é dado por ele, nenhuma competitividade faz valer a pena perder. Nunca sabemos os resultados das más decisões que tomamos em tempos de miséria. Esaú não sabia que suas ações impulsivas, talvez raivosas, significariam perder o lugar de seus descendentes mais tarde no reino de Deus. E Jacó não sabia que seu zelo pela vitória e a certeza financeira o atormentariam pelo resto de sua vida. Ele pode ter sido rico por um tempo, mas não era feliz ou alegre.

Reflexão

  • Quais competições você precisa desistir?
  • Como a competitividade está impedindo seu relacionamento com Deus e com os outros?

Bibliografia

BARRY, John D., Connect the Testaments: A One-Year Daily Devotional with Bible Reading Plan. Bellingham, WA Lexham Press: 2012.



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