Por Pedro Dulci.
E ela também não “tenta barrar fiéis de esquerda” conforme um jornal de grande circulação noticiou essa semana sobre um documento que será discutido na próxima reunião do Supremo concílio da IPB.
Tais declarações são feitas — na melhor das hipóteses — por desconhecimento de como funciona a discussão de matérias na IPB ou, na pior da hipóteses, por má fé e difusão de espantalhos políticos e religiosos.
A IPB não tem qualquer alinhamento político partidário, muito menos com um indivíduo específico. Todas os alinhamos da igreja são biblicamente orientados e discutidos em seus concílios — locais (conselho e presbitério) regionais (sínodo) e nacional (Supremo concílio).
A forma de “sensibilizar” qualquer um desses concílios é por meio de documentos que são recebidos, encaminhados para suas comissões, tem relatores e membros específicos para tratar dos assuntos, analisados e, posteriormente, uma decisão — que pode ser favorável ou desfavorável.
O documento que circulou pelo Brasil é um relatório de comissão referente a vários documentos que ainda aguarda avaliação. Ou seja, ele pode sofrer alterações, não ser aprovado, e até receber um substitutivo.
É assim que a IPB funciona, de uma das formas mais zelosa e organizada com a vida doutrinária dos seus membros. Tudo isso pode soar muito estranho para as pessoas — principalmente se vem do editorial de um jornal secular ou da boca de algum ressentido com as “estruturas engessadas da igreja”.
Mas tudo isso pra mim é vida!
Eu não nasci na IPB e já estive em igrejas onde a doutrina estava toda na “cabeça do pastor dirigente”. Em que não existia “nenhum credo a não ser a bíblia”. Em que ninguém podia discutir nada, pois era levantar-se contra o ungido do Senhor.
No Supremo concílio da IPB o pastor recém ordenado tem o mesmo voto e voz que o mais querido reverendo das redes sociais. Ali, quem ama realmente a igreja tem condições de trabalho real e cuidado teológico!
Para alguns isso é chato. De onde eu vim, isso protege a igreja do controle centralizador de um pastor, protege as ovelhas do vai e vem doutrinário, e traz estabilidade dogmática para a vida cristã.
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