IMITEMOS A NOÉ

A Noé, porém, o Senhor mostrou benevolência.

Gênesis 6:8

Benevolência significa a boa vontade em relação a outra pessoa; bondade; qualidade de quem expressa tolerância, de quem perdoa com facilidade.

Deus é o maior exemplo de benevolência que há. Assim como Deus foi benevolente com o seu povo, devemos ser também com os outros independentemente de quem seja. A bondade do Senhor é a razão de estarmos vivos e em paz com ele, pois, ao dar o seu único filho para morrer por nós, meros pecadores e totalmente indignos de tal amor, ele demonstrou a maior benevolência de todas.

Na Bíblia, há vários exemplos de pessoas que receberam a bondade do Senhor. Faltaria tempo, sem dúvida. Mas hoje vamos nos ater a um personagem em que o escritor Moisés declarou abertamente a benevolência do Senhor para com ele: Noé. Não há quem não conheça ou que nunca tenha ouvido falar dele.

O nome “Noé” tem uma definição interessante: significa ‘repouso ‘ou ‘descanso’, também pode ser associado a ‘consolo’ e ‘conforto’. Ele realmente descansou em Deus em um dos períodos mais difíceis da humanidade.

Noé foi filho de Lameque, descendente direto de Sete, terceiro filho de Adão e Eva. Noé é a nona geração dos descendentes de Adão. Tinha como parente Enoque, que andou com Deus e foi arrebatado; neto de Matusalém, o homem que viveu mais anos em toda a Bíblia. Ele tinha uma linhagem de homens que temeram a Deus.

Foi considerado por Ezequiel como um dos homens mais justos que já existiram juntamente com Jó e Daniel.

Ezequiel 14:14

Quando se fala deste homem notável, logo vem a nossa mente definindo-o como o grande construtor da arca. É claro que foi. Mas a Palavra de Deus, antes desse período, o define como um recebedor da benevolência divina.

O que ele fez para merecer tanta bondade?

Certamente não foi pelas habilidades de construtor que ele foi digno de tal ato; nem pela possível beleza ou simpaticidade deste querido homem de Deus e não foi uma escolha aleatória dentre tantas pessoas no mundo. Não.

Temos a resposta nos versículos seguintes a esta declaração:

“Esta é a história da vida da família de Noé: Noé era homem justo, íntegro entre o povo da sua época; ele andava com Deus.”

Gênesis 6:9

O versículo começa com uma introdução que dá a entender que falaria sobre a vida familiar dele. A uma primeira leitura poderíamos pensar que o texto se prolongaria a nos contar tudo sobre a história de vida, como ele era em casa, no tratamento com a sua família etc. Mas não. Tudo o que precisamos saber está escrito: ele era justo, integro e andava com o Senhor.

Esta descrição ultrapassa qualquer narrativa familiar. Pois com uma definição assim, já é suficiente para sabermos sobre a vida familiar, em como tratava a esposa, os filhos, as noras…ou seja, seu lar era uma extensão da morada do Senhor.

As pessoas vão saber quem você é pelas suas atitudes, não pelo que fala; pelo tratamento que dá aos seus pais, seus filhos, sua esposa, não em como diz a eles como devem ser tratados; vão saber quem é você não pelo cargo que ocupa na igreja, mas pelas suas boas obras e frutos. Como as pessoas descreveriam você?

Noé é descrito como um homem justo.

Justo é quem age ou vive seguindo as normas da justiça e da moral; honesto. É muito fácil ser justo em um lugar em que se pratica a probidade; em que fazer o mal é condenável; onde todos desejam um lugar com uma moral incontestável. Existe??

A Palavra de Deus diz que Noé era justo entre o povo de sua época. Nos versículos anteriores a esta declaração, Moisés narrou que os povos daquele tempo estavam todos corrompidos. Andavam em perversidade; o coração daquela gente estava sempre inclinado para o mal; a tal ponto que Deus havia se arrependido de ter criado o homem e isso cortou o seu coração. É triste ler estas palavras. (Gênesis 6:4)

Mas em Noé, Deus encontrou um homem bom, justo. Levando em consideração em como estava a humanidade no tempo em que ele viveu, era surpreendente que este homem fosse descrito assim. Mas ele era pois temia a Deus, quem é temente a Deus não sabe agir de outro modo.

Noé é descrito como um homem íntegro.

Uma pessoa íntegra é a que apresenta uma postura irrepreensível, imaculada; digna, honrada. A vida de Noé era um exemplo formidável para quem quisesse seguir naquele tempo, mas infelizmente ninguém estava interessado pois estavam ocupados demais em pecar, em fazer o que era mal aos olhos de Deus.

As pessoas, ao olharem para nós, têm que enxergar tais qualidades. Como ousamos dizer que somos cristãos se não agimos com justiça e integridade? No meio a este mundo louco em que estamos vivendo, podemos dizer que estamos agindo com essas qualidades? Deus, ao olhar de sua santa habitação, nos encontrará agindo de acordo com a sua palavra, assim como encontrou Noé?

Para nós ainda é mais fácil, pois temos a Bíblia para nos direcionar. Noé tinha as narrativas que eram contadas de pai para filho em todas as gerações; ainda assim ele creu. Junto as histórias contadas, ele via algo na criação que apontava para um Criador. Nós não temos desculpa.

Noé é descrito como alguém que andava com Deus.

A palavra ainda nos fala que ele andava com Deus. Você sabe o que isso significa?

Certamente não é nos encher de religiosidade ao nosso redor levantando altares com imagens, acendendo velas, invocando a Deus com rituais bizarros.

Devo dizer-lhe, que aprendi a pouco tempo, que andar com Deus também não é somente ler a Bíblia regularmente, orar todo dia e ir aos cultos regularmente. Coisas que devemos fazer, claro. Mas andar com Deus vai um pouco além.

Ler, orar, cultuar não são a parte mais difícil na caminhada com Deus. Mas o ato de descansar e confiar na providência divina o é. O nosso “eu”, a todo tempo, quer andar por si só, não quer confiar em mais ninguém a não ser em si mesmo. Não quer depender em um Deus que não se vê, mas que exige que descansemos nele.

Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.

Filipenses 4:6

Então quando a Palavra de Deus diz que Noé andou com Deus, nos diz que além da intimidade que ele tinha com o Criador, ele descansava nele. Se ele não agisse assim, não teria conseguido construir a arca e só logrou porque confiava que Deus realmente cumpriria o que dissera; ele confiou em um Deus soberano e benevolente.

Conclusão.

Sejamos os “noés” deste tempo louco em que estamos vivendo. Não apenas por anunciar a vinda de Jesus, mas também para ousarmos sermos justos, íntegros e confiantes em um Deus que providencia o nosso amanhã e que providenciou Jesus para que possamos ser salvos.

Por Milene Silva.




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