ADORAÇÃO: TRADICIONAL OU CONTEMPORÂNEA?

Por Michael Horton.

É importante aqui que mostremos como devemos ser cuidadosos em deixar que as Escrituras, não o tradicional ou o contemporâneo, tenha a última palavra. Enquanto seríamos tolamente orgulhosos em ignorar a sabedoria daqueles que caminharam antes de nós, e obstinadamente rígidos em ignorar os problemas imediatos de nossos próprios dias, o maior perigo de todos é ignorar o modelo infalível que encontramos na Palavra de Deus para todas as gerações.

Muitas vezes, os debates entre adoração tradicional e contemporânea se igualam à questão da mulher samaritana. Conheço defensores das formas de adoração tradicional que acreditam que a grandiosidade da Paixão Segundo São Mateus de Bach é um meio de graça divinamente inspirado. Muitos desse grupo irão argumentar a favor de tais peças não necessariamente porque são as músicas mais religiosas e saturadas de Cristo na hinódia cristã, mas porque o estilo agrada a seus próprios gostos. Eles também parecem pensar que Deus não visita a congregação em sua graça a não ser que certas palavras específicas sejam proferidas. Resumindo, eles veem a liturgia, ou formas de adoração, não como o melhor meio de se pregar Cristo, mas quase como uma fórmula mágica para regular a presença divina. Assim, se o procedimento padrão for seguido, Deus está presente, Se não, ele está ausente.

Os proponentes da adoração contemporânea são notavelmente semelhantes aos seus críticos. A diferença é que eles pensam ter Deus sob controle negando tudo o que os tradicionais estimam. Também parecem acreditar que suas formas modernas são a chave para destrancar a prisão dourada do Espírito Santo em idiomas clássicos. Creem que ao não proferirem palavras específicas, não usarem hinos clássicos ou arranjos de coral, não seguirem nenhuma estrutura ou modelo particular, sua espontaneidade e honestidade será recompensada pelo Espírito. Eles se fizeram “abertos” e “disponíveis” ao se livrarem de orações escritas, sermões aprendidos, hinos ricamente bíblicos e oportunidades formais para a confissão pública, leitura da Escritura e declaração de perdão.

A questão não é se adoramos a Deus nessa montanha ou em outra, se seguimos a formalidade de ontem ou a novidade de hoje. A questão é se estamos nos unindo ao coro celestial em assembleia jubiloso em volta de nosso Rei crucificado e Senhor ascenso aos céus, regido pelo maestro celestial por intermédio da sua Palavra. Deveríamos perguntar: A nossa adoração é dirigida por esse mundo ou estamos tentando espelhar a Jerusalém celestial que está descendo do céu?

Que possamos orar com mais determinação, “venha o teu reino, faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu”.

Bibliografia

HORTON, Michael, Creio – Redescobrindo o alicerce espiritual. São Paulo: Cultura Cristã, 2000, p.221.



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